sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Crítica - Os Livros da Magia - Neil Gaiman

Foto: LiterAgindo



Por Jonathas Passos


Olá LiterAgentes. Hoje iremos falar um pouco sobre outra maravilhosa obra de Neil Gaiman: Os Livros da Magia.
Menino! Acreditas em Magia?
Foto: Reprodução/ Os Livros da Magia

Essa magistral obra conta a história de Timothy Hunter, um garoto de treze anos que possui um raro dom para a magia e que tem a oportunidade de se tornar o maior mago de sua geração. Porém, ele ainda não sabe disso. Com um dom tão grande a seu alcance, ele se torna um alvo em potencial para as forças do mal, que desejam ou matá-lo ou usar o poder do garoto para atos maléficos.

A Brigada dos Encapuzados
Foto: Reprodução/Os Livros da Magia
Em contrapartida, um grupo com os quatro maiores magos da terra: John Constantine, Mister Io, Doutor Oculto e Senhor Estranho, denominados de a Brigada dos Encapuzados, decidem levar Tim para uma jornada de iniciação à magia. Essa jornada seria dividida em quatro etapas.

Primeiro, Timothy iria com o Senhor Estranho ao início de tudo, aos primórdios da Magia, passando por eras longínquas em que os dons mágicos eram utilizados de maneira livre e de forma poderosa. Lá no passado ele vê as civilizações crescerem e se destruírem, conhece magos poderosos de eras a muito esquecidas e descobre como, com o tempo, a magia foi sendo esquecida pelos homens.

Na segunda etapa, Timothy vai com John Constatine ao novo mundo, isto é, aos Estados Unidos da América e lá ele é apresentado a magia atual. Podemos dizer que essa é a parte da história em que o humor está mais presente, devido ao sarcasmo e a arrogância de Constantine e as situações que eles vivem. Nesse novo mundo, Tim conhece magos, heróis e um bar onde muitas criaturas do mundo mágico costumam se reunir. Nessa etapa Timothy também percebe que realmente sua vida corre perigo.

Na Terceira etapa, é a vez de Doutor Oculto levar Tim para conhecer o outro plano do mundo, isso mesmo, ele é levado ao mundo das fadas e lá ele percebe que nem tudo o que se vê é aquilo realmente, nessa jornada Tim percebe que nem sempre ele vai poder confiar nos seres mágicos, pois nem todos possuem boa vontade para com todos.

Timothy e Mister Io
Foto: Reprodução/Os Livros da Magia
No último momento, Tim é levado por Mister Io para conhecer o futuro, isto é, um dos futuros possível, lá ele percebe que o ciclo tende a se reiniciar. Os seres humanos se tornam tão desenvolvidos que a magia e a ciência se confundem e até mesmo a evolução leva a um processo de regressão.

Enfim, Gaiman nos permite mais uma vez, de forma inacreditável, embarcarmos em uma aventura singular. Suas comparações e analogias filosóficas são coisas que fazem com que qualquer um sinta-se totalmente imerso na história. Fiquei debruçado sobre esta história durante muito tempo, pois me fez ficar impressionado com a incrível criatividade desse autor.

Além da rica história tenho que enfatizar os belos traços de John Bolton; Scott hampton; Charles Vess e Paul Johnson que só melhoram essa história, pois captam em cada página a riqueza dessa história.

É isso pessoal e até a próxima! 

A Música Do Silêncio: Lírico, misterioso e profundo

Foto: LiterAgindo
Por: Jean Ribeiro

Se você ainda não leu A Crônica do Matador do Rei composto pelos livros O Nome do Vento e o Temor do Sábio, deixo o aviso que A Música do Silêncio é referente a saga que acabei de citar. Não uma continuação, mas algo que acontece nos bastidores da história, um conto sobre a personagem mais enigmática dos livros citados. Assim, aconselho a leitura dos dois livros da saga, para assim você imergir com total conhecimento sobre a Auri.

"Talvez você não queira comprar este livro. Eu sei, não se espera que um autor diga esse tipo de coisa. O pessoal do marketing não vai gostar. Minha editora terá um ataque. Mas prefiro ser honesto com você logo de saída."

O livro começa exatamente com as palavras acima. O autor Patrick Rothfuss nos avisa em seu prefácio o que encontraremos na história, não uma continuação e muito menos teremos ação e outros elementos de histórias de fantasia. O que encontraremos é um pouco da Auri, um pouco do seu mistério e um pouco de sua mágica.

De forma resumida, eu posso falar que o livro nos traz Auri nos dias que antecedem a chegada de Kvothe. Cada dia revela algo novo, até porque tudo é mostrado na visão de Auri, uma visão de alguém que quer manter as coisas sempre nos lugares corretos, de alguém que quer se manter pequena para o bom funcionamento do mundo e que deixa de fazer suas vontades para isso.

"Cruzando-a, levantou bem Foxen bem alto. Aspirou o perfume do ar. Sorriu. Sabia exatamente onde estava. Tudo estava exatamente onde devia."

O título do livro não é a toa, pois mais do que nas outras obras, o texto flui como uma verdadeira música que ecoa por sua mente enquanto você lê em silêncio. A forma de escrever de Patrick é uma forma poética e quase lírica, mas esse atributos são elevados ao máximo nesse conto. A leitura transcorre de uma forma tão tranquila como um jardim de primavera e a história flui de forma meiga e coerente como o leito de um riacho, mas sem deixar de ser bastante intensa.

Dessa forma, Patrick nos revela muito sobre o dia a dia de Auri, essa personagem tão encantadora. Os seus problemas pessoais, suas buscas e descobertas, suas façanhas e sua visão de funcionamento do mundo. Uma história realmente cativante.

"Sorriu ante sua perfeição. Era sabonete para beijar. Macio, mas firme. Misterioso, mas doce. Não havia nada igual em todo Temerant. Nada embaixo da terra ou sob o céu."

Ilustração Cemitério
Foto: Reprodução/Livro A Música do Silêncio
Para finalizar essa resenha, não posso deixar de comentar sobre a belíssima capa deste livro. Simplesmente algo que encanta mesmo sem saber do que se trata. As ilustrações que compõem o livro são perfeitas, elas nos trazem uma ideia dos locais e nos fazem aprofundar ainda mais na narrativa. Deixo também meus parabéns a Editora Arqueiro pelo ótimo trabalho feito nesse livro encantador em todos os aspectos.

O ponto negativo de A Música do Silêncio é simplesmente por ele ser tão curto. Nada a mais nada a menos.

Para quem tiver a curiosidade de ler as nossas resenhas dos livros de A Crônica do Matador do Rei, pode acessar os links abaixo.

O Nome do Vento
http://blogliteragindo.blogspot.com.br/2014/08/por-jean-ribeiro-e-por-isso-que-as.html

O Temor do Sábio
http://blogliteragindo.blogspot.com.br/2014/08/o-temor-do-sabio-patrick-rothfuss.html

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Os incríveis guardanapos de Antônio

Primeiro e Segundo livros do Pedro Gabriel.
Foto: LiterAgindo
Por Leandro Silva

Dessa vez eu escolhi falar sobre dois lindos livros que falam de amor: primeiros amores, amores não correspondidos, as desilusões que nos causam o amor. Mas calma, tudo isso é escrito de uma forma encantadora, em poesias de guardanapos que nos fazem não querer para de ler. Acho que você saber de quais livros estou falando. É, é dele, o autor que fez tanto sucesso nas redes sociais que a Editora Intrínseca resolveu apostar: Pedro Gabriel e os livros ‘Eu me chamo Antônio’ e ‘Segundo – Eu me chamo Antônio’.

Acredito que todos já ouviram ou leram algum texto dele enquanto navega na internet – principalmente se você tem conta no facebook. Algum amigo já compartilhou seus versos, escritos em guardanapos numa noite qualquer de bebedeira num certo bar do Rio de Janeiro. E confesso uma coisa: são lindos. E foi escrevendo sobre o amor, em todas as suas formas e fases, que Gabriel conseguiu alcançar o sucesso e fazer com que todos, em alguma fase, se sintam representados naquelas páginas.

"O amor só termina quando não começa".
Foto: Reprodução/Livro Eu me chamo Antônio

No primeiro livro Gabriel nos apresenta o personagem fictício ‘Antônio’, que vive amores, mas também passa por desilusões amorosas e resolve falar sobre isso de uma forma diferente. É em um bar, durante um chopp e outro que ele escreve nos guardanapos o que está sentindo. Como ele diz, nem sempre a letra sai legível, culpa da bebida. Mas também é meia culpa da bebida os incríveis versos. Ele também aproveita frases conhecidas por todos para reformular e nos mostrar elas sob outro aspecto. 

“A tempestade irá, a bonança virá, e a gente será?”, “Você chegou maçã e salva: agora podemos pecar em qualquer paraíso”, “(Mas) Eu só versifico pra saber se fico menos só” são algumas frases que você encontrará nos livro. Ah, as poesias são divididas em temas e no final dos livro têm o sumário, caso não entenda no guardanapo.

Aí quando você acha que já viu tudo que Antônio poderia nos trazer de lindo sobre o amor, você também se lembra que quando estamos falando de amor, sempre podemos ser mais. Então Pedro Gabriel escreve ‘Segundo – Eu me chamo Antônio’, que segue a mesma linha, mas que também nos traz pequenas histórias. Pois é, além dos tradicionais guardanapos, Antônio nos traz histórias de amor que... Ah! Nos encantam.

História contada no livro.
Foto: Reprodução/Livro Segundo - Eu me chamo Antônio.
O segundo livro conseguiu ser mais tocante que o primeiro, mais intenso. Quem lê o livro em poucos minutos (qualquer um dos dois livros) é porque não sabe apreciar os que é escrito sobre o amor. Lê por lê. Não sente o que ele quer passar, não vê além do que é escrito. Pra ler Antônio tem que saber o significado do amor. Tem que amar. Mesmo o que lee escreve sobre desilusões amorosas você consegue absorver e sentir a dor que nosso querido personagem passa. 

São dois grandes livros. São versos em guardanapos e histórias sobre o melhor personagem do mundo: o amor. Compre, leia e passe a ver e falar de amor como Antônio fala: de forma simples, mas intensa e linda. Aproveite que ele está viajando o país e pegue um autógrafo dele também. Enfim, ‘Eu me chamo Antônio’ e ‘Segundo – Eu me chamo Antônio’, dois grandes livros sobre o amor.

É isso pessoal, abraço e até a próxima.

"Céu cinza, nuvens negras. Noite em branco. Ainda assim, tudo azul porque EU TE AMO".
Foto: Reprodução/Livro Segundo - Eu me chamo Antônio

sábado, 24 de janeiro de 2015

Aprendi Fazendo: Ele aprendeu fazendo e nós aprendemos com ele, lendo

Foto: LiterAgindo
Por Leandro Silva

Quando ouvi falar no livro ‘Aprendi Fazendo’, do Luiz Sebastiao Sandoval, de cara pensei que o livro fosse muito bom. Não apenas por ele ser o ex-presidente do Grupo Silvio Santos, um dos maiores grupos empresariais do Brasil, mas pelo que ele tinha a nos ensinar. O título simples foi de uma sacada imensa, já que diz como ele se tornou esse grande executivo que é hoje.

Para quem não conhece o Sandoval, deixa eu aqui apresentar um pouco desse empresário. De família pobre do interior de São Paulo, começou cedo a trabalhar ajudando seu pai. Desde a primeira moeda que ganhou com o suor de seu trabalho, não perdeu o gosto pela coisa. Continuou assim a vida toda.

Já adolescente ele, com um montante de dinheiro não tão grande, adquiriu o jornal da sua pequena cidade. Em crise, o dono do periódico vendeu a quem quisesse comprar. A partir daí Sandoval não parou mais. Trabalhou em várias empresas até chegar ao Grupo Silvio Santos, onde trabalhou por exatos 28 anos e saiu no auge da crise do Banco PanAmericano – creio aqui que todos ficaram sabendo desse fato.

O livro que ele próprio escreveu conta toda esta história de sua vida: desde sua primeira moeda, que repito: ganhou com o esforço do seu trabalho, até os dias atuais – lembrando que o livro é de 2011. Mas ele não é uma simples biografia. Não, não. Ele ensina a todos nós como devemos agir em determinadas situações. Como um verdadeiro líder age – e ele trabalhou com o maior, Silvio Santos. Como não devemos nos abater com coisas pequenas e que devemos ficar no trabalho até termos a confiança de nossos empregadores.

Sandoval conta que ele chegou aonde chegou por ser sempre determinado. No Grupo Silvio Santos ele nunca foi aquele de sempre concordar com o ‘Patrão’. Tinha suas opiniões e sabia como defendê-las e sabia discordar dele quando fosse necessário. E já parou pra pensar que é assim que devemos agir sempre? 

Acredito que este livro deve ser lido por todos. Não, não só por estudantes de administração ou aqueles que anseiam por histórias de bons líderes. Sandoval nos mostra, a partir da vida dele, como devemos agira durante a vida, em diversas situações, para alcançar o que queremos e fazendo isso da melhor forma possível. Acredito que é uma história a ser contada e admirada por todos.

Uma das melhores frases, e essa guardo comigo desde que li o livro, é que um verdadeiro líder elogia na frente de todos, mas repreende em particular. Isso meus amigos, não devemos levar apenas para a vida profissional, mas para a vida toda. Não se forma líderes, eles já nascem prontos. Mas há como melhorar e aprender sempre.

Bem, usei este livro em meu trabalho de conclusão de curso na faculdade, citando o modelo de executivo que é o Sandoval. ‘Aprendi Fazendo’ foi lançado pela Geração Editorial e inclui fotos de vários momentos da história do executivo. Aconselho a ler com toda a certeza do mundo que vocês, além de gostarem irão aprender muito. A edição tem 218 páginas de uma leitura deliciosa, aproveitem.

É isso pessoal, até a próxima e boa leitura. Abraço!

Sistema de comentários