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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nunca mais havia soluçado de tanto chorar com um livro. Esta é a mais pura verdade.

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva


Estou escrevendo esta crítica ainda em êxtase. Ainda com toda a história de um garoto chamado Mark que, cansado de conviver com uma doença que ia e voltava, decidiu cumprir uma promessa que havia feito a seu avô: subir o monte Rainier, um lugar incrível situado em Seattle, Estados Unidos. 

A mais pura verdade, livro que você vê na foto deste post, foi uma indicação de uma grande amigo que vocês conhecem bem: Jonathas Passos. Ele me indicou quando o perguntei sobre livros que fossem no mesmo estilo de outro que havia lido, Quando tudo volta. Ele me indicou este e, mesmo com muita vontade, só agora pude ler. Resumo: ainda o estou agradecendo pela indicação. A propósito, obrigado John. 

O livro, como iniciei este texto, conta a história de Mark, um garoto que sofre com o câncer e que está cansado da maneira como é tratado, com aqueles olhares cheios de pena. Ele então resolve sair atrás de um sonho: escalar e chegar ao topo do Monte Rainier, uma montanha que seu avô, que fora aventureiro quando novo, havia escalado e comentado com ele. Dizendo que quando ele estivesse livre do câncer, ele o levaria até lá. Isso não aconteceu. Seu avô faleceu antes disso. Pouco depois ele descobre que seu câncer voltou, então ele começa a aventura.

Compra passagens e, com seu cão, sai para a aventura da sua vida. Bola um plano onde seus pais demorariam a encontra-lo. A única pessoa que sabia de tudo era sua melhor amiga, Jess. Ela poderia dizer desde o início doo desaparecimento de Mark onde ele estava indo, mas ela não faz isso. Ela havia prometido a ele guardar segredo, apesar de tudo. E é isso que amigos fazem, eles guardam segredos.

Durante essa aventura ele passa por diversas aventuras. Você, como diz na capa do livro, vai querer abraçar Mark. Ele é incrível. Beau, seu cão, é incrível. A história toda e incrível. A leitura nos ensina diversas coisas, entre elas a de que você nunca esta sozinho. A de que algumas pessoas estão muito perto de você, mesmo estando fisicamente distantes. Descobre o quanto um cão pode ser leal ao seu dono. 

Indico este livro a qualquer pessoa que aprecie uma boa leitura. Ah, e prepare os lenços, pois você com certeza vai soluçar de tanto chorar com esta história espetacular.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um pouco de Animais Fantásticos e Onde Habitam

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva

Para quem acompanha o mundo mágico de Harry Potter sabe que, além dos livros da saga, há vários outros títulos que pertencem a esse mundo encantador. Lembro que eles também são escritos pela magnífica JK Rowling. Bem, é justamente um desses livros que chegará aos cinemas no final desse ano, numa incrível adaptação feita pela Warner Bros., pelo menos isso é o que mostra o trailer.

Mas aí eu te pergunto: você já leu o livro Animais Fantásticos e Onde Habitam? É, esse aí da foto? Ainda não? Então presta atenção que eu vou falar pra você um pouco dele, mas depois vê se pega um exemplar e lê de fato.

Pra começo de história, o livro é uma edição especial. Se você não percebeu, diz que pertence a Harry Potter, isso porque esta edição tem sua arrecadação destinada a uma organização beneficente e acharam que pegar o livro do bruxinho e republicar "daria um melhor retorno financeiro", já que contém todas as suas anotações como estudante. O livro ainda tem o prefácio escrito pelo grande Dumbledore, amigo de Newt Scamander, autor do livro.

Se você acha que o livro conta alguma história mágica ou aventura do autor, está totalmente enganado. No início do livro ele conta um pouco da história do autor ~fictício ~ do livro, como ele viajou atrás das criaturas mágicas e como se tornou o melhor neste assunto. Aposentado do Ministério da Magia, é a pessoa mais indicada quando se fala nas criaturas mágicas, seja ela qual for. Também fala sobre a diferença entre 'ser' e 'animal' no mundo bruxo. Pronto, depois disso o livro fala absolutamente das criaturas e como se proteger delas.

Vale a leitura? Vale. Você entende muitos dos animais que mostram na saga do bruxo e como eles foram criados. Ele mistura o mundo bruxo e trouxa, já que alguns dos animais vivem em nosso mundo também - já ouviu falar do Dodô? Pois bem. Sabe o motivo de eletrodomésticos novos darem defeitos? "Ele explica". Ah, sabia que o "Monstro do Lago Ness" é, na verdade, um "Cavalo-do-Lago"? Garanto que não.

Ao que me parece, o filme vai contar as histórias de Scamander junto a essas criaturas, como as descobriu e vai contar muito a sua história de vida, já que teremos aí ele jovem nas telonas. A citação de Dumbledore não foi em vão, está tudo amarrado. Rowling está envolvida no roteiro do filme, que terá continuação, justamente por conta disto, pois pode desenvolver histórias dentro da história principal do livro.

O livro é curto, tem 63 páginas e você lê rapidamente. A parte que descreve as criaturas pode ser massante, mas não deixa de ser interessante no final. Aconselho a leitura, mas não quer dizer que precise de fato ler antes de assistir o filme. Uma coisa não se prende a outra.

Espero que tenham gostado da crítica, abraço e até a próxima.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Um pouco sobre ‘O Teorema Katherine’

Foto: Literagindo
Se tem uma coisa que gosto de analisar quando termino de ler um livro é o quanto eu aprendi com ele. Todos os livros nos ensinam algo, ou deveriam ensinar. É algo intrínseco a eles e devemos aproveitar da melhor maneira possível. E quando terminei de ler 'O Teorema Katherine', do John Green, não foi diferente.

O livro é extremamente engraçado e inteligente. A parte inteligente é por conta do personagem principal, o Colin. Garoto prodígio, ele se vê aos prantos quando sua namorada, perto de completar o primeiro aniversário de namoro, termina com ele. A K-19 era sua décima nona namorada chamada Katherine.

Colin é socorrido por Hassan, seu amigo muçulmano que não quer graça com a faculdade. Engraçado desde a primeira aparição na história, Hassan nos diverte até a última página do livro e junto com Colin passa por situações de todo tipo e prova que uma amizade entre duas pessoas é algo mútuo, onde um completa o outro de alguma maneira.

O Teorema Katherine é algo que o Colin tenta criar para justificar o porquê sempre suas namoradas teminam com ele. Ele quer criar este teorema para saber quando o próximo namoro dele chegará ao fim. Ah, e o motivo do nome do teorema você já deve imaginar.

Bem, voltando a história do livro, ele tem início quando, desolado, Colin e Hassan saem por aí para distrair a mente e acabam parando num lugar chamado Gutshot, no Tennessee. Lá eles conhecem a incrível e meiga Lindsey, onde passam por grandes aventuras. Esse lugar será um divisor de águas na vida dos dois garotos.

Livro leve e inteligente, recomendo que leiam até o apêndice. É algo sensacional. Sem falar que você tem a sensação de que o Green está aí do lado te contando a história - ah, e leiam também as notas de rodapé.

Bom, é isso pessoal. Boa leitura!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crítica - Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz - C. S. Lewis

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos.

Olá LiterAgentes.

Quando falamos da obra de C. S. Lewis a maioria de nós tende a pensar, em primeiro lugar, na sua famosa criação: As Crônicas de Nárnia. Mas de suas mãos surgiram livros e histórias muito marcantes dentre as quais vamos nos focar na reflexiva obra: Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz.

A vida de Lewis no âmbito espiritual foi um pouco conturbada. Criado desde o nascimento dentro da fé cristã, quando atingiu a adolescência tornou-se um ateu convicto o que, de certo modo, ajudou a tornar-se um grande acadêmico ao ponto de ter elaborado teses que são estudadas até hoje. Mas existiu um fator que lhe influenciou para o retorno ao cristianismo e esse fator chamava-se J. R. R. Tolkien, aquele mesmo, o criado do Senhor dos Anéis. Tolkien foi um forte influenciador para que Lewis voltasse para a fé cristã. Para saber um pouco mais sobre a historia de vida de C. S. Lewis eu indico o filme Shadowlands, que tem uma interpretação magnifica de Anthony Hopkins como o nosso querido escritor.

Mas enfim, vamos ao livro. Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz foi escrito em 1942 em plena segunda guerra mundial e foi dedicado especialmente ao J. R. R. Tolkien. O mundo passava por um sério declínio moral e espiritual, então Lewis teve a genial ideia de escrever um livro em que, de modo sarcástico e ácido, ele narra um troca de cartas entre dois demônios, onde um tio ensina ao seu sobrinho como afastar as pessoas de sua fé e de um possível conforto espiritual.

Fitafuso é um demônio experiente que tenta mostrar ao seu sobrinho Vermebile os meandros do trabalho de um Demônio Tentador e de como usar as circunstâncias ao redor com o fim de tirar as pessoas da mão de seu inimigo(Deus).

É engraçado como Lewis utiliza de situações corriqueiras que acontecem nas comunidades cristãs que podem fazer com que as pessoas sintam-se excluídas e mal recebidas no meio do povo de Deus. Bem como ele utiliza de situações agravantes em períodos de guerra que podem fazer o homem culpar Deus por todos os problemas do mundo. Os ensinamentos de Fitafuso vão desde o relacionamento da família do cliente, até o seu ambiente de trabalho, passando pelos momentos de divertimento.

Ao ler esse livro nós acabamos nos identificando com certas situações que as vezes nos passam despercebidas, mas que acontecem cotidianamente e que vistas sobre uma outra ótica diferente podem ser utilizadas como lições de vida.

A única crítica negativa que tenho dessa edição são as páginas brancas que em alguns casos dificultam a leitura, principalmente quando estamos na luz natural. Fora isso a editora WMF Martins Fontes está de parabéns. 

Mesmo que você não professe a fé cristã este é um livro que deve ser lido pra vida. Além de ser muito reflexivo é um livro totalmente divertido de ler, pois em cada capítulo ele nos traz uma situação nova em que vemos Fitafuso se irritar com a incompetência se seu sobrinho ou parabenizá-lo por suas conquistas.

Termino essa crítica fazendo um citação do livro:

"A fina flor da profanação só pode crescer se for plantada perto do Sagrado. Em nenhum lugar a nossa tentação é tão bem sucedida quanto nos próprios pés do Altar."
É isso pessoal e até a próxima.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Crítica - O Clone de Cristo

Foto: LiterAgindo
Por: Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Quando a Editora Saída de Emergência revelou que iria publicar o romance O Clone de Cristo de J.R. Lankford fiquei super empolgado. Tinha lido a sinopse do livro e achei a sua premissa interessantíssima, sem contar o fato de que sou fissurado em histórias que abordam o tema de teorias da conspiração, principalmente aquelas que envolvem religiões. Por isso, assim que tive a oportunidade de adquirir a minha cópia, assim o fiz.

Sabe quando estamos bastante ansiosos por alguma coisa e assim que conseguimos tê-la, não paramos de pensar nela até que a tenhamos consumido?! Foi o que aconteceu comigo. Fui ler O Clone de Cristo naquela ânsia de ter uma experiência única e incrível quando mergulhasse na história, mas confesso que não foi exatamente isso que aconteceu.

No enredo acompanhamos o ambicioso projeto do Drª Felix Rossi, que ao planejar e estudar por bastante tempo, acredita ser capaz de produzir o primeiro clone humano da história, mais que isso, ele acredita ser capaz de clonar o maior homem que passou pela terra: Jesus Cristo, o filho de Deus. Para tanto, ele usa de sua influência e consegue uns poucos fios do sudário de Turim, objeto que acredita-se ser a mortalha que envolveu o corpo de Cristo após a crucificação.

Depois que ele consegue realizar essa parte do plano, o próximo passo seria criar as condições necessária para que o clone pudesse surgir. Para isso ele teria que produzir embriões que fossem capazes de se desenvolver e o mais difícil: Encontrar uma mulher que fosse apta a se tornar a mãe de Deus. Sem contar que ele teria que manter todo esse processo em segredo.

Temos aqui todos os ingredientes para uma história que poderia se tornar uma grande obra, porém a autora peca no desenvolvimento dos personagens. O próprio Felix não é um personagem que nos cativa, mesmo com o seu conflito interno de realizar ou não a sua sonhada obra, sua relação com a irmã mais nova e com sua noiva, um segredo de família que abala a sua estrutura (que ao meu ver foi muito raso), não nos permite manter uma relação de carinho com o personagem. Maggie, a empregada de Felix que é escolhida/se escolhe para ser a mãe de Cristo é construída, desde o começo do livro, com o intuito de termos pena de sua história, forçar e ao mesmo tempo tentar embasar a sua escolha para ser a portadora do filho de Deus.

Os dois personagens que mais me chamaram a atenção foram Sam e Brown. O primeiro é o porteiro do prédio em que os Rossi moram e que depois descobrimos ter uma vida dupla, pois além de trabalhar na portaria do edifício ainda realiza algumas atividades para o dono do prédio, o Srº Brown. Brown é a figura mais marcante da história, um personagem totalmente misterioso e capaz de dar aquele folego no livro quando a narrativa está quase se afogando. Tem uma influência grande e, no livro, TOTALMENTE INEXPLICÁVEL tanto no governo do seu país quanto no do exterior.

Mesmo nos dando uma premissa tão envolvente, achei que a história demorou um pouco para engatar.

Até os 75% do livro não sentimos um perigo real e imediato contra o ambicioso projeto do Drº Felix, temos uma pequena construção de relações interpessoais entre os envolvidos na trama, chegando ao ponto de criar um romance improvável entre Maggie e Sam, que por si só não é forte o suficiente para prender o leitor.

Talvez o intuito maior da autora tenha sido construir uma ode contra qualquer tipo de discriminação, pois ela aborda temas raciais, religiosos e científicos que podem despertar algumas discussões mas que em uma história que deveria ser um Thriller toma uma parte tremenda da trama que poderia ser mas bem desenvolvida ou melhor preenchida com o aprofundamento dos personagens.

Concluindo, O Clone de Cristo é aquele livro que deve-se ler pra passar o tempo, não é nenhuma obra que poderia entrar no Hall de indispensáveis.

É isso pessoal, até a próxima.

terça-feira, 28 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica Uma Longa Jornada

Foto: LiterAgindo
 Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje nós iremos falar um pouco sobre o romance Uma Longa Jornada de Nicholas Sparks.

Acomode-se e assista mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.



Trailer do Filme


É isso pessoal e até a próxima!

terça-feira, 21 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica O Lobo de Wall Street

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje iremos falar um pouco sobre essa autobiografia de Jordan Belfort que rendeu até uma grande produção de Hollywood.

Então acomode-se e curta mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.


É isso pessoal e até a próxima.

quarta-feira, 25 de março de 2015

LiterAgindo - Crítica Roverandom

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Dessa vez iremos falar um pouco sobre essa obra tão cuti-cuti do nosso amado professor Tolkien: Roverandom.

Então acomode-se e curta mais uma crítica inteligente e divertida do LiterAgindo.


É isso pessoal e até a próxima.

terça-feira, 10 de março de 2015

LiterAgindo - Crítica Watchmen

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje iremos falar um pouco sobre essa importante Graphic Novel escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons.

Para Saber um pouco sobre a história de Watchmen e qual é a nossa opinião sobre essa HQ é só conferir o vídeo logo abaixo.


É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Crítica - Romances Policiais

Olá LiterAgentes. Sejam Bem Vindo à mais um vídeo do LiterAgindo.

Nesse vídeo iremos falar um pouco sobre três grandes romances policiais:

- A Execução de Sherlock Holmes - Donald Thomas 00:11
- Elefantes Não Esquecem - Agatha Christie 06:08
- O Escaravelho do Diabo - Lúcia Machado de Almeida 13:25

Veja as nossa críticas e saiba que é possível fugir de uma prisão de segurança máxima, desvendar um duplo suicídio e descobrir como um escaravelho pode ser importante para uma investigação.

Queremos agradecer ao LiterAgente Danilo Borges pela linda vinheta que ele preparou.

É isso pessoal e até a próxima!


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Crítica - Os Livros da Magia - Neil Gaiman

Foto: LiterAgindo



Por Jonathas Passos


Olá LiterAgentes. Hoje iremos falar um pouco sobre outra maravilhosa obra de Neil Gaiman: Os Livros da Magia.
Menino! Acreditas em Magia?
Foto: Reprodução/ Os Livros da Magia

Essa magistral obra conta a história de Timothy Hunter, um garoto de treze anos que possui um raro dom para a magia e que tem a oportunidade de se tornar o maior mago de sua geração. Porém, ele ainda não sabe disso. Com um dom tão grande a seu alcance, ele se torna um alvo em potencial para as forças do mal, que desejam ou matá-lo ou usar o poder do garoto para atos maléficos.

A Brigada dos Encapuzados
Foto: Reprodução/Os Livros da Magia
Em contrapartida, um grupo com os quatro maiores magos da terra: John Constantine, Mister Io, Doutor Oculto e Senhor Estranho, denominados de a Brigada dos Encapuzados, decidem levar Tim para uma jornada de iniciação à magia. Essa jornada seria dividida em quatro etapas.

Primeiro, Timothy iria com o Senhor Estranho ao início de tudo, aos primórdios da Magia, passando por eras longínquas em que os dons mágicos eram utilizados de maneira livre e de forma poderosa. Lá no passado ele vê as civilizações crescerem e se destruírem, conhece magos poderosos de eras a muito esquecidas e descobre como, com o tempo, a magia foi sendo esquecida pelos homens.

Na segunda etapa, Timothy vai com John Constatine ao novo mundo, isto é, aos Estados Unidos da América e lá ele é apresentado a magia atual. Podemos dizer que essa é a parte da história em que o humor está mais presente, devido ao sarcasmo e a arrogância de Constantine e as situações que eles vivem. Nesse novo mundo, Tim conhece magos, heróis e um bar onde muitas criaturas do mundo mágico costumam se reunir. Nessa etapa Timothy também percebe que realmente sua vida corre perigo.

Na Terceira etapa, é a vez de Doutor Oculto levar Tim para conhecer o outro plano do mundo, isso mesmo, ele é levado ao mundo das fadas e lá ele percebe que nem tudo o que se vê é aquilo realmente, nessa jornada Tim percebe que nem sempre ele vai poder confiar nos seres mágicos, pois nem todos possuem boa vontade para com todos.

Timothy e Mister Io
Foto: Reprodução/Os Livros da Magia
No último momento, Tim é levado por Mister Io para conhecer o futuro, isto é, um dos futuros possível, lá ele percebe que o ciclo tende a se reiniciar. Os seres humanos se tornam tão desenvolvidos que a magia e a ciência se confundem e até mesmo a evolução leva a um processo de regressão.

Enfim, Gaiman nos permite mais uma vez, de forma inacreditável, embarcarmos em uma aventura singular. Suas comparações e analogias filosóficas são coisas que fazem com que qualquer um sinta-se totalmente imerso na história. Fiquei debruçado sobre esta história durante muito tempo, pois me fez ficar impressionado com a incrível criatividade desse autor.

Além da rica história tenho que enfatizar os belos traços de John Bolton; Scott hampton; Charles Vess e Paul Johnson que só melhoram essa história, pois captam em cada página a riqueza dessa história.

É isso pessoal e até a próxima! 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Crítica - Guerra Civil Marvel - Stuart Moore

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Para alegria geral da nação literária, nós voltamos com as nossa críticas escritas!! E para esse retorno, decidi falar sobre um livro que, desde quando soube do seu lançamento, me peguei ansioso para tê-lo em mãos. Sim, meus caros Nerds, a adaptação em livro de uma das histórias mais fantásticas dos quadrinhos Marvel. A Guerra Civil.

A Guerra Civil foi um arco que apareceu em quase todas as revistas Marvel entre os anos de 2006 e 2007, e foi responsável pela mudança total do panorama de heróis que nós conhecemos. A história original foi escrita por Mark Millar e desenhada por Steve McNiven e foi um sucesso inquestionável. E para nossa surpresa a Marvel juntamente com a editora Novo Século nos presenteia com essa adaptação primorosa escrita por Stuart Moore.

O livro conta a separação dos heróis devido a acontecimentos que põe em cheque a segurança das pessoas comuns em um mundo permeado por Super Seres.

Tudo começa com um desastre causado por um grupo de jovens heróis, denominados Novos Guerreiros, que numa luta contra alguns vilões acabam acarretando uma grande explosão na cidade de Stanford, Connecticut, que mata muitas pessoas, incluindo crianças. Isso acarreta uma insatisfação muito grande da população contra os Super Seres, que acaba culminando na necessidade do governo agir. 

Devido a isso, o governo decide por em prática a Lei de Registro de Super-Humanos que, basicamente, é o cadastramento de todos os Super Heróis com seus respectivos poderes detalhados e identidades secretas reveladas ao público. Aqueles que concordassem poderiam passar por um treinamento específico para que pudessem continuar exercendo a "atividade" de heróis como funcionários do governo, com direito a salário e todos os outros benefícios, enquanto aqueles que não se dispusessem a revelar sua identidade e trabalhar para o governo seriam presos.

Essa lei traz um conflito de opiniões entre a comunidade super heroica. Encabeçados por Tony Stark, O Homem de Ferro, os que são a favor da Lei de Registros começam a fazer parte do governo, sendo controlados diretamente pela S.H.I.E.L.D. na pessoa de Maria Hill, que assumiu o cargo de comandante da organização depois que Nick Fury desapareceu em serviço. Em contra partida os que não são a favor tem como líder Steve Rogers, O Capitão América, que devido ao seu caráter e personalidade vê essa lei como uma forma de invasão de privacidade para os Super heróis, além de trazer consigo males piores, pois se muitos se escondem atrás de máscaras, é devido a preocupação para com os próximos a eles.

No decorrer da histórias muitos antigos amigos acabam se separando e até mesmos famílias de Super Humanos são desfeitas, é o caso do Quarteto Fantástico, pois enquanto Reed Richards, O Senhor Fantástico decide seguir Tony Stark, Sue Storm, A mulher Invisível, acaba indo para o lado de Steve Rogers.

Com os dois grupos de Super Humanos batalhando entre si, começam a ser necessárias novas aderências aos respectivos grupos, depois de saber que Thor veio a falecer no Ragnarok, Tony Stark decide ir em busca do Homem Aranha que, mesmo relutante acaba cedendo e numa coletiva de imprensa, semelhante a que Tony Stark revelou ser o Homem de Ferro, ele acaba revelando ser Peter Parker. Por isso ele torna-se a mão direita de Stark, juntamento com Reed. Porém numa batalha caótica é descoberto que Tony, Reed e Hank Pym, o Homem Formiga, clonaram Thor, porém a força descomunal do Deus clonado acaba saindo do controle e ele mata o herói conhecido como Golias. Devido a isso Peter decide ir para o lado do Capitão América, mas os dois grupos percebe que essa Guerra não poderia levar a nenhum fim agradável.

Muitos dos heróis Rebeldes foram presos na Zona Negativa, prisão criada por Reed Richards, em um tipo de dimensão diferente, depois de um plano grandioso para libertar os cativos começa a batalha final, repleta de reviravoltas e momentos de confrontos alucinantes, ela nos traz um final surpreendente.

Um livro que sabe mesclar bem seus momentos de comédia, ação, drama, suspense e que nos faz querer devorá-lo por completo sem pensar em nada mais. Por isso não perca a oportunidade de ler essa primorosa adaptação de Guerra Civil da Marvel.

É isso e até a próxima!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Crítica - À Espera de Um Milagre - Stephen King


Foto: LiterAgindo




Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes. Todos vocês sabem o quanto eu sou fã do grande escritor Stephen King e de sua obra. Ele é, em grande parte, reconhecidíssimo  devido aos seus livros de terror, mas ao se aventurar em outros estilos, ele não perde a sua incrível forma de escrever.

Publicado originalmente como um romance seriado, À Espera de Um Milagre, foi um sucesso instantâneo e, venhamos e convenhamos, ele tem todos os méritos para isso.

Nessa obra acompanhamos a história de Paul Edgecombe, um homem bastante velho que em tempos remotos era o chefe da ala do presídio em que ficavam os prisioneiros condenados à morte, conhecida entre eles como a milha verde.

Durante todo o tempo em que Paul trabalhou ali, ele presenciou diversos acontecimentos tristes, engraçados e até mesmo estranhos, mas nenhum deles se compara aos acontecimentos que se desenrolaram depois que o prisioneiro chamado John Coffey (que é parecido com café mas não se escreve igual não) chegou naquele lugar. John, um negro gigantesco que foi acusado de estuprar e matar duas meninas, chamou a atenção de Paul não só pela sua estrutura corporal gigantesca, mas também pela sua forma de agir e se portar, muitas vezes parecendo que não sabia de nada das coisas da vida, ao ponto de ter medo de dormir no escuro.

Além de John, a milha verde era habitada por outros condenados à morte, entre eles estão, Eduard Delacroix e seu rato senhor Guizos, Arlen Bitterbuck e o preso/servente Toot-Toot. Entre os guardas que ajudavam Paul a manter a ordem na milha verde podemos citar, Brutus "Brutal" Howell, Dean Stanton e Harry Terwilliger.

Deixei dois personagens "principais" de fora pois pretendo falar deles depois.

Tudo era normal na milha. Os prisioneiros vinham, passavam um tempo ali, talvez se preparando para o seu fim, e quando o dia chegava eles eram executados. Podemos dizer que houve dois momentos em que as coisas realmente começaram a dar errado. Primeiro foi com a chegada do mais novo guarda da milha, o inacreditavelmente irritante Percy Wetmore, um filhinho de papai que tinha influência no governo da época e acabou conseguindo um emprego naquele lugar. Quando eu disse que ele era realmente irritante eu não estava exagerando, passei bem perto de tentar apagar o nome dele do livro. Um personagem arrogante, prepotente, infantil e que você sente a necessidade de odiar, podemos parabenizar demais o ator Doug Hutchison pela belíssima atuação, que conseguiu transmitir de maneira magistral a personalidade do personagem na adaptação cinematográfica do livro. E o segundo momento que as coisas começaram a desandar foi a chegada do prisioneiro Wild Bill Wharton, um arruaceiro que gosta de arrumar confusão e que no final descobrimos que guarda um horrível segredo.

Durante toda história nos é mostrado a luta de Paul para tentar entender John e depois a busca pela absorvição deste. Ao realizar diversos milagres, primeiro curando Paul de uma infecção urinária que já durava um longo período de tempo, depois restabelecendo a saúde do Senhor Guizos e por fim curando a esposa do administrador do presídio, que estava com câncer cerebral, John acaba ganhando a confiança e o respeito de todos aqueles que convivem com ele.

Confesso que chorei muito ao fim do livro, terminei de lê-lo, quando ia de ônibus para a faculdade e não consegui segurar as lágrimas.

Novamente o Sr King nos surpreende com sua forma de escrita que consegue envolver o leitor do começo ao fim. Vale muito, muito mesmo, a pena ler este grande livro.

É isso pessoal. Até a próxima.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Crítica - Star Wars

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Hoje nossa crítica vem de uma galáxia muito, muito distante. Iremos falar um pouco sobre um clássico: A grande obra Star Wars.

É de senso comum o quanto essa história mudou a realidade cinematográfica desde a época em que foi lançada, criando milhares de fãs super apaixonados ao redor do mundo e quem sabe, fora dele.

Porém, poucas pessoas sabem que existem livros que foram escritos a partir dos textos dos filmes.

A primeira trilogia Star Wars é composta pelos três últimos episódios (Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e, O Retorno de Jedi) e por motivos de melhor compreensão, irei falar sobre cada um separadamente, então, vamos lá.

Episódio IV - Uma Nova Esperança

Nesse livro temos a oportunidade de conhecer os personagens por quem, inevitavelmente, criamos laços emocionais muito grande, quando eles ficam felizes, nós também ficamos, quando eles ficam tristes, choramos com eles e quando eles se machucam, sentimos sua dor.
O herói da história é Luke Skywalker, um jovem que vive em mundo com clima desértico chamado Tatooine. Ele é um jovem com um senso de pureza enorme e que possui um caráter equivalente. Ele vive com seus "tios" e conhece pouco do seu passado, principalmente, sobre seu pai e sua mãe.
Nos é apresentado também dois dos maiores robôs da história do universo, R2-D2 e C-3PO. O primeiro é um robô de ação que possui tanta coragem dentro de seus circuitos, até mesmo mais do que muitos humanos por ai. O segundo é um robô protocolar, um pouco menos corajoso que seu companheiro, mas que é de vital importância para o decorrer da trama e que tem um senso de companheirismo admirável.
Conhecemos também a Princesa Leia de Alderaan, uma jovem que possui uma responsabilidade enorme na aliança rebelde e assim como Luke sabe pouco sobre o seu passado.
Outro personagem que surge nessa incrível história é o velho Ben Kenobi, antigamente conhecido como, Obi-Wan Kenobi. Ele é um antigo cavaleiro da Ordem Jedi que assume a responsabilidade de preparar e treinar o jovem Luke.
Dois grande personagens são nos mostrados também, o sarcástico e cheio de si caçador de recompensas Han Solo e seu amigo e fiel escudeiro Chewbacca um alienígena da raça Wookie.
Por fim cito os dois personagens do lado negro da força, o grande Darth Vader e o Imperador. O primeiro é considerado por muitos o grande personagem de toda a saga, pois ele é um daqueles vilões que é impossível não se apaixonar, já o segundo é o grande líder do império e é nele que descarregamos todo o nosso ódio.

Personagens apresentados, vamos a história.

Esse é o capitulo de introdução onde nos é apresentado todo o panorama do universo, descobrimos que antes existia uma república, até ocorrer um golpe em que o atual imperador assume total poder sobre o universo, contudo existe uma Aliança Rebelde que ainda luta contra o poder do império. Uma das líderes dessa Aliança, a princesa Leia, acaba sendo aprisionada pelo Lorde Negro dos Sith, Darth Fucking Vader, no entanto ela consegue enviar uma mensagem secreta por meio de dois robôs ao antigo cavaleiro Jedi Obi-Wan Kenobi que agora vive nas planícies desérticas de Tatooine. Os robôs acabam parando na mão da família de Luke Skywalker e ele acaba vendo parte da mensagem em que a princesa Leia aparece o que o coloca no centro da aventura. Ao encontrar o velho Ben, Luke acaba descobrindo que sua vida vai muito além das dunas de areia de Tatooine, devido a isso e também a uma tragédia que acontece em sua família ele decide ir com o velho Jedi. Para conseguir sair do planeta, Ben acaba contratando dois caçadores de recompensa, Han Solo e Chewbacca, e sua incrível nave, A Millenium Falcon.
No decorrer da história esse grupo acaba reconhecendo em cada um dos integrantes um amigo em potencial, isso cria um desejo único e cada vez mais forte para acabar com o império e ter uma vida livre, decidem então libertar a princesa das garras do horrível Lorde Negro, porém nessa aventura, Obi-Wan acaba caindo diante de seu antigo aprendiz, Darth Vader.
Por fim Luke e seus companheiros, em uma batalha inacreditável, conseguem impor uma grande derrota ao império.

Episódio V - O Império Contra-Ataca

Nessa história Luke já se tornou um grande nome da Aliança Rebelde, assim como Han Solo e Chewbacca e ao fazer uma missão de reconhecimento Luke é atacado, enquanto fica desacordado ele escuta a voz de Ben pedindo que ele vá ao encontro de Yoda, outro mestre Jedi, e para mim, o melhor personagem de toda a história. Depois de ser resgatado por Solo e enfrentar mais uma batalha contra o império, Luke acaba indo ao encontro de Yoda e passa por um treinamento muito rigoroso para que enfim possa se tornar um Jedi. Durante esse período os seus amigos acabam sendo capturados e, antes que consiga terminar seu treinamento e apesar dos protestos de Yoda, Luke decide ir ao resgate de seus amigos. Chegando lá, ele confronta mais uma vez o Lorde Negro, nos é revelado que Darth Vader antes era Anakin Skywalker, pai de Luke. (I am your father)
Na luta que se segue Luke acaba perdendo uma de suas mãos, tal como ocorreu com seu pai em  uma época longínqua e Vader decide expor seus planos para Luke, diz que o quer ao seu lado para que os dois possam dominar o universo. Luke recusa com todas as forças e antes por um golpe do destino é resgatado por seus amigos, contudo acaba descobrindo que Han foi preso e mandado como presente à Jabba.

Episódio VI - O Retorno de Jedi

Tudo começa com o resgate de Solo, vemos agora um Luke mais maduro e bem preparado, não devido aos anos, mas sim por causa de suas últimas experiências. Depois que conseguem resgatar o seu amigo, eles se separam novamente e Luke vai ao encontro de Yoda, encontra-o velho, cansado e abatido, é nesse encontro que se segue uma das conversas mais geniais e emocionantes da história da ficção (confesso que chorei), é revelado a Luke que Leia é sua irmã e que ele ainda não está preparado para lutar contra seu pai, contudo em seu intimo Luke deseja por um fim em tudo isso e a partir de então começa toda a ação desse último livro.
A Aliança organiza um plano para atacar a nova Estrela da Morte, uma nave gigantesca com um poder de fogo jamais visto, pois o imperador estaria lá, contudo para que isso ocorra eles precisariam desligar um gerador localizado em uma lua que gerava energia ao campo de força que protegia a nave do império. Porém antevendo todos esses acontecimentos está o imperador que elabora todo um plano de contra ataque. No entanto ele não contava com a força da amizade que dava ânimo aos rebeldes e com a ajuda de amigos inimagináveis eles acabam conseguindo destruir o gerador de energia. Enquanto isso na Estrela da Morte, o imperador conhece o seu fim através de seu fiel servo, Darth Fucking Vader, que se arrepende de todos os seus pecados por amor ao seu filho Luke, que em nenhum momento desistiu de seu pai, e no último momento acaba com a vida do Imperador e morre nos braços do filho.

Ufa! Que história. Posso lhes dizer que esse é um livro ótimo de se ler pra quem é fã, e também pra quem não é, dessa saga maravilhosa que se chama Star Wars.

A edição de capa dura da DarkSide vale cada centavo, além de ser linda, é bem diagramada e bem editada, o único ponto que deixou a desejar é o fato de conter alguns erros de português, mas isso mostra-se irrelevante no conjunto da obra.

É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Crítica Christine - Stephen King

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Hoje irei falar sobre um clássico da literatura do horror, Christine.

Escrita pelo grande mestre Stephen King, Christine conta a história de Arnie Cunnigham e sua avassaladora paixão por um Plymouth Fury 1958 que faz com que a vida de toda uma cidade seja mudada.

A história é contada em primeira pessoa por Dennis, melhor amigo de Arnie, que presenciou toda a história que se desenrolou antes, durante e após o encontro de Arnie e Christine. Dennis era um daqueles caras populares da escola, capitão do time de futebol e beisebol, e um dos nadadores principais da Associação. Enquanto Arnie era totalmente o oposto, isto é, um perdedor com o rosto tomado por espinhas, magro e totalmente desajeitado com as garotas.

Logo no prólogo nos é apresentado as características dos personagens e a opinião de Dennis sobre esse famigerado romance. Isso é algo muito interessante nos livros do Sr. King, ele consegue em poucas palavras nos fazer ficar grudados na história, a fim de satisfazermos a curiosidade do que vai acontecer na próxima página.

Voltando pra história. Em uma volta para casa, Arnie Cunnigham vê pela primeira vez aquilo que seria a verdadeira desgraça de toda a sua vida e daqueles que vivem próximo a ele, porém cego pela atração que Christine exala, ele enlouquece ao ponto de criar uma obsessão  irracional pelo carro. O Plymouth Fury 1958 encontrava-se em um estado deplorável, coberto por ferrugens e amassados, além de diversos problemas no motor e em seu interior, enfim uma verdadeira lata velha. O seu dono atual, Roland D. LeBay, era um velho soldado com um passado obscuro que no decorrer do livro nos é mostrado e que tem bastante influência no desenrolar da história. Depois de uma negociação acirrada e de diverso protestos de Dennis, Arnie adquire o carro.

É a partir desse ponto que as coisas começam a dar errado. Primeiramente, começam  a ocorrer mudanças físicas em Arnie, seu rosto que antes era coberto de espinhas torna-se mais limpo, seu corpo magro começa adquirir massa muscular e enfim ele começa a ser notado pelas pessoas. Uma dessas pessoas chama-se Leigh Cabot, que no decorrer da história acaba se apaixonando por Arnie. Mas o que parecia ser uma melhora acaba se tornado algo horripilante pois, em contrapartida, a personalidade de Arnie é mudada ao ponto dele começar a viver em função do carro, todas as suas atitudes e decisões são voltadas para Christine o que gera um afastamento das pessoas mais próximas à ele, isto é, seu pai, sua mãe e por fim Dennis. Além disso, traços de LeBay começam a surgir nos trejeitos de Arnie, palavras que o antigo dono de Chistine usava, as dores na coluna, os pontos de vista sobre determinados assuntos e é claro, a obsessão pelo carro.

Cada vez que Arnie vai perdendo um pouco mais das suas características e Christine acaba tornando-se mais nova, como se ela estivesse sugando a força vital do pobre Arnie sem ele perceber.

Depois que Leigh se aproxima de Arnie, ela e Dennis tentam mostrá-lo que a "paixão" que ele sente pelo carro está lhe prejudicando, contudo, Christine ao perceber essa artimanha, começa demonstrar uma certa antipatia, ou melhor, um certo ciúme tanto de Leigh como de Dennis, o que torna o convívio entre eles muito difícil. Além disso, todos os inimigos de Arnie começam a ser assassinados misteriosamente.

Por fim, Dennis tenta com todas as forças descobrir o segredo por trás do carro para mostrar ao seu amigo todo o mal que gira em torno de Christine, isto o leva ao passado da família LeBay e dos acontecimentos que levaram a venda do carro por Roland D. LeBay.

O final é previsível, porém com relação aos livros de Stephen King eu gosto de aplicar aquela famosa frase: "O que vale não é o pote de ouro no final do arco-iris mas, o caminho até encontrá-lo."
O escritor consegue de forma magistral nos prender página por página e, com  plena certeza, não nos arrependemos de ter perdido algumas horas de sono.

A edição que tenho é de bolso da Ponto de Leitura, confesso que as páginas tornam-se um pouco apertadas, mas como geralmente os livros de Stephen King publicados pela Editora Suma de Letras são um pouco caros, vale a pena compra essas edições de bolso, pois são poucos os erros encontrados nessas edições menores, nada muito alarmante.

Quero aproveitar esses espaço pra falar sobre a trilha sonora desse livro, ela é ótima, quando lê-lo tente encontrar as músicas que ele cita, pois são de altíssima qualidade.

É isso pessoal, obrigado e até a próxima.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crítica - V de Vingança (HQ)

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes, hoje me arriscarei a falar não exatamente sobre um livro, mas sobre uma HQ muito especial: V de Vingança.

"O que está por baixo dessa máscara, Sr. Creed, são ideias e ideias são à prova de balas."

Meus caros, quero deixar claro desde o início desta crítica o quão inacreditável e surpreendente foi a leitura dessa HQ, eu praticamente devorei cada página de forma animalesca e mesmo assim consegui sentir todos os sabores que ela propõe passar para o leitor.

Nessa história estamos em uma Inglaterra distópica em que o país é controlado ferozmente por um partido Fascista que se intitula de Nórdica Chama. Como toda Distopia todos os movimentos e vontades da população são reprimidos para que tudo ocorra de acordo com o que o Partido planeja.

Porém como em toda a terra árida, em algum lugar, algum dia, é possível que nasça uma flor, como não poderia ser diferente, também em nossa história isto acontece. A flor em questão é apresentada a nós como codinome V. Ele é um "homem" que sofreu todos os massacres que o Partido impôs durante o seu golpe de tomada do poder. Foi preso, humilhado, torturado e sofreu diversos tratamentos químicos, no entanto, esses tratamentos deram à ele algumas capacidades sobre humanas, como força e inteligência acima do normal. Depois de algum tempo ele começa a projetar a sua fuga e por fim consegue, mas depois da fuga ele embarca numa viagem de vingança contra todo o Partido. Também nos é apresentada a outra personagem principal Evey Hammond, uma garota que é salva por V um pouco antes de ser presa e sofrer coisas muito piores nas mãos da polícia do Partido: Os Homens Dedo. Evey além de protegida, torna-se uma aprendiz de V, com ele, ela começa a perceber o quanto o partido havia lhe tirado.

No decorrer da história V coloca em prática o seu plano para derrubar o partido criando um ideal na mente do povo inglês. É nos mostrado o lado sombrio de cada membro do partido, seus vícios pelo poder e por coisas mais obscuras. E de um por um V vai eliminando, de forma teatral, cada um dos inimigos do povo e dele mesmo.

Quero enfatizar a cena em que Evey é presa e passa por diversas privações imposta pelo próprio V com o fim de prepará-la para o que está por vir. Além da carta deixada por uma das prisioneiras que foi entregue a V em papel higiênico é transmitida a Evey de forma idêntica, isso meus caros, deixa no ar uma carga dramática intensa que me arrepiou diversas vezes.

Por fim, quero falar sobre a escrita do grande Alan Moore e os traços de David Lloyd, eles são F... (Só isso o que tenho a dizer)

Vale muito a pena embarcar nessa história inacreditável e surpreendente.

É isso pessoal, espero que tenham gostado e até a próxima.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Crítica O Guardião de Memórias - Kim Edwards

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Um dos meus códigos de conduta literária é: Sempre leia o livro até o final. Na maioria das vezes sou presenteado com histórias maravilhosas e cheias de reviravoltas, porém, em outras, me sinto num martírio sem fim, implorando por tudo o que é mais sagrado que o livro chegue logo a sua conclusão. E foi exatamente isso que aconteceu enquanto eu lia O Guardião de Memórias.

Kim Edwards é uma romancista premiada e essa obra, em específico, ficou durante muito tempo em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. (Confesso que até hoje me pergunto Como? e Por Que?)

Bem, vamos ao livro. A história acompanha a vida de Norah e David, recém-casados eles aguardam ardentemente a vinda do primeiro filho, contudo no dia do parto uma surpresa acontece, Norah dá a luz a gêmeos, Paul e Phoebe, Paul nasce extremamente saudável, enquanto Phoebe vem ao mundo com Síndrome de Down. 

Marcado por lembranças trágicas do passado David toma uma decisão extrema, ele decide dar Phoebe para que ela seja criada por outra pessoa, porém, lhe falta a coragem de dizer a Norah o que ele havia feito, então mente ao afirmar que a menina veio ao mundo morta.

Depois de 25 anos desse evento catastrófico, as marcas dessa decisão afetam de forma intensa a vida dessa família. Norah passa todo esse tempo sentindo a morte da filha, sentindo o fato de se quer tê-la visto uma única vez, pois por ter sido um parto difícil ela ficou inconsciente durante todo o tempo. David não consegue conviver com aquilo que fez, por isso acaba obcecado por máquinas fotográficas e fotos de crianças. Paul se torna um jovem tímido e retraído, causando diversos problemas ao seus país, envolvendo-se com pessoas erradas e com uma vontade imensa de saber um pouco mais sobre a sua irmã morta. Cada vez mais a família vai se desgastando e eles acabam minando todos os laços que os uniam.

Em contra partida, Phoebe cresce em uma família totalmente amável, tendo por mãe a pessoa de Caroline, a antiga assistente de David em seu consultório. Caroline tenta fazer com que a vida de Phoebe seja a mais normal possível, no entanto ela sofre diversos problemas e perseguições para conseguir o seu intento.

Mesmo com um escopo tão promissor, o livro não conseguiu me prender. Exitem momentos no texto em que a descrição da cena é tão desnecessariamente aprofundada que o maior desejo é passar pra outra página ou até mesmo para o outro capitulo, posso citar como exemplo um trecho em que Norah sofrendo pela filha, está tomando vinho em frente a lareira e com esse pequeno momento a autora consegue ocupar uma folha e meia só de descrição, do crepitar da chama a gota de vinho que escorre da taça.

Mas obviamente nem tudo deu errado. Os últimos momentos do livro conseguem trazer a carga emocional que ele tanto necessita. Paul e seu violão, os momentos Phoebe e Caroline são momentos bons, mas que mesmo assim não conseguem salvar o panorama geral do livro.

Falando da edição, a Editora Arqueiro consegue com sua sutileza fazer artes maravilhosas e a capa do livro é a tradução perfeita disso.

Bom LiterAgentes é isso. Obrigado e até a próxima.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

LiterAgindo - Crítica Dan Brown



Olá LiterAgentes!
Como vocês sabem todas as sextas feiras nós disponibilizamos aqui no blog três críticas escritas.
Pois bem, na última sexta de cada mês nós iremos postar um vídeo em substituição das críticas escritas.
Neste primeiro vídeo falaremos sobre três grandes obras de um dos maiores escritores da atualidade.
Ponto de Impacto, O Símbolo Perdido e Inferno são livros em que Dan Brown consegue prender o leitor a cada página.
Para saber mais sobre cada uma dessas obras, segue o vídeo logo abaixo.





sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Deu no New York Times: O Brasil Segundo um Estrangeiro

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Fugindo um pouco da temática fantasia, hoje me aventuro a fazer uma resenha de um livro totalmente jornalístico.

Deu no New York Times foi um livro que me chamou a atenção principalmente, por eu ser um admirador dessa profissão. Me lembro bem que ao comprá-lo, na bienal do livro de Pernambuco do ano de 2013, me veio a mente a ideia de saber como o Brasil é visto por pessoas de fora. E é exatamente isso que ele reproduz.

O escritor é Larry Rohter, um jornalista de profissão que casou com uma brasileira e se apaixonou pelo país da esposa. Quando surgiu a oportunidade de ele assumir o cargo de correspondente no Brasil nos anos 70 pela revista NewsWeek ele aceitou sem titubear, passou cerca de 10 anos atuando nessa função, escrevendo e conhecendo o lado cultural, político, econômico e sociológico do Brasil, logo depois voltou para cá em 1999 e ficou até 2007, novamente se aprofundando no conhecimento da história do nosso país. Durante todo esse período foram mais de 500 reportagens publicadas que trouxe para ele muitos prêmios e alguns desafetos.

O livro é dividido em tópicos, onde Larry mescla entre as notícias publicadas e notas pessoais sobre determinados assuntos.

É interessante ver a opinião dele no que diz respeito a nossa cultura. Ele se mostra um ardente admirador de nossa música, citando em muitos momento dois grandes expoentes da MPB, Caetano e Gil, e com um tom ácido, faz uma crítica a todos aqueles que não dão valor a sua cultura, achando que tudo que vem de fora é melhor do que aquilo que existe aqui dentro. Ainda nesse ponto, ele toca em assunto polêmicos, como por exemplo, a discussão que surgiu entre as vendedoras de acarajé na Bahia, pois muitas vendedora não seguiam os preceitos que a cultura baiana "estipulava".

Ao falar sobre a sociedade brasileira, ele cita os pontos que todos nós já conhecemos, isto é, o fato de sermos vistos lá fora como um povo alegre, bonito, acolhedor, prestativo, mas ao mesmo tempo, ele cita que o "jeitinho brasileiro" que todos nós temos o costume de usar, alguns de uma forma mais intensa que outros, é visto como uma mácula pelos estrangeiros, pois o fato de querermos nos dar bem em tudo, a famosa Lei de Gérson, nos faz muitas vezes passar pelos limites éticos e morais básicos para o bom convívio.

O ponto mais crítico de todos, durante o período que Larry esteve atuando como correspondente, se deu nos momentos em que ele falava sobre política. Com uma opinião muito forte sobre o PT ele exprime toda a sua surpresa ao ver a mudança que o partido teve em seus ideais filosóficos. Ficou conhecido mundialmente ao publicar uma reportagem sobre os pequenos vícios ligados a bebida do Ex-Presidente Lula, que quase causou a sua extradição do Brasil. Em minha opinião, quando falava sobre política Larry deixava a imparcialidade jornalística de lado, mostrando seu viés de pensamento para todos verem, ou melhor lerem.

Entre textos cômicos e altamente informativos, o livro consegue nos prender, contudo, essa uma daquelas leituras que se devem ler de maneira esporádica, pois diferente de um conto, se você passar muito tempo sem lê-la você não irá se perder. Com o decorrer do tempo, você vai acabar percebendo que já tinha ouvido falar de algumas dessas notícias e que agora você irá realmente lê-las.

A Editora Objetiva está de parabéns pela belíssima edição, com uma capa simples porém bonita ela consegue trazer toda a elegância dos grandes jornais, além disso a diagramação está ótima.

No final da leitura aprendemos a valorizar um pouco mais o que temo. E esse é o maior trunfo deste livro.

É isso pessoal, até a próxima.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sociedades Secretas de Sérgio Pereira Couto traz os contos de Dan Brown para o cenário brasileiro

Foto: LiterAgindo


Por: Jonathas Passos


Depois do imenso sucesso que foi o Código da Vinci (2003) de Dan Brown, falar de qualquer outro livro que trate sobre Sociedades secretas é uma tarefa árdua, mas, vamos tentar.

Aqui está um livro que, sinceramente, eu comprei simplesmente por causa da capa e do tema que ele trata. Foi na Bienal de 2013 aqui em Pernambuco, e muito antes de ler a sinopse eu já tinha tirado o dinheiro da carteira e comprado o livro. Confesso, sou um verdadeiro aficionado em histórias que envolvam Teoria da Conspiração e Sociedades Secretas e por isso não pensei duas vezes em comprá-lo.

Quando comecei a lê-lo, surgiu-me a curiosidade de pesquisar um pouco sobre o escritor, pois, se você souber um pouco da biografia do autor, poderá entender melhor suas obras. Então fui procurar. Descobri que Sérgio Pereira Couto é jornalista e escritor, além de ser especializado em esoterismo, ciência criminal, Teorias da Conspiração e Sociedades Secretas. Descobri também que ele tem dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira, além de 50 livros publicados e mais de 130 mil livros vendidos.

Mas enfim, vamos ao livro. Como escrevi no titulo, gostei muito da ideia de acompanhar uma história estilo Dan Brown aqui no Brasil, que venhamos e convenhamos, é um país com uma riqueza histórica gigantesca. E o livro conseguiu me prender até o fim. Primeiro porque seus personagens são como qualquer um de nós, isto é, não são professores de simbologia da universidade de Harvard. Sérgio e Gabriel (sim, o escritor é um dos personagens principais dessa história) são publicitários que curtem toda essa história de mistério, porém dentre eles, Gabriel é o que mais gosta de tudo isso, mas é mais ligado em eventos e reuniões da igreja católica, enquanto Sérgio é apenas curioso. Tudo começa quando eles decidem entrar numa comunidade do extinto ORKUT e veem um anúncio para pessoas que estejam interessadas em escrever um livro sobre esses temas. A partir daí, entram em contato e recebem um e-mail do Oráculo que se torna um tipo de guia para que eles possam entrar e estudar as Sociedades Secretas, como não pode faltar, tudo isso é envolto em muito mistério.

Então eles começam a conhecer e visitar diversas organizações secretas que vão desde os RosaCruzes, Templários, até a Maçonaria, Priorado, Illuminati, Sociedade Teosófica e etc. Quero abrir uma observação para a quantidade de Sociedades que eu comecei a conhecer depois que li esse livro, são organizações que eu não fazia a mínima ideia que existiam.

Com o decorrer da história acontecem enormes reviravoltas, incluindo com um dos personagens principais, a chegar ao ponto de terem que sair do Brasil em uma espécie de busca ao tesouro. Eles então embarcam em direção a Londres, depois a França e por fim a Itália. Em cada um desses países, nossos heróis conhecem novos guias que servem como escada para o desenvolvimento da trama, isso é interessante, pois o escritor tentou a máximo não deixar pontas soltas e, de certa forma, fez isso magistralmente.

“O Poder corrompe e O Poder absoluto corrompe absolutamente”, essa é a frase que melhor traduz a história do livro, só ao lê-lo você poderá entender o porquê.

Sérgio Pereira Couto em nenhum momento deixa de fazer ligações diretas com as obras de Dan Brown, mostrando o quanto é influenciado por esse escritor. O final do livro é praticamente uma homenagem ao livro Anjos e Demônios (2000).

Por fim, a edição da Editora Universo dos Livros está linda. A capa com o detalhe de uma porta antiga é realmente um convite para entrar e desfrutar de todas as aventuras. Aproveito a oportunidade para dar os parabéns.

Trecho Preferido:

“A busca pelo conhecimento sempre moveu a humanidade. Mas a curiosidade pode nos levar a lugares que não imaginamos e trazer surpresas, muitas vezes, inexplicáveis.”


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