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sexta-feira, 6 de março de 2015

Crítica - Homem-Aranha:Entre Trovões - Christopher L. Bennett

Foto: LiterAgindo


Por Jonathas Passos

"...Ele entendia que os fracassos e os erros eram apenas as cores básicas da tapeçaria da vida. Perder não era o fim do mundo, mas um passo no meio do caminho. Era um motivo para tentar com mais afinco da próxima vez, para aprender, para tentar mais."

Olá LiterAgentes.

O Homem-Aranha é um dos personagens das histórias em quadrinho que possui uma gama muito grande de vilões interessantíssimos, dentre eles podemos citar: O Duende Verde; Duende Macabro; Dr. Octopus; Kraven, o caçador. Mas dentre tantos inimigos, nenhum deles faz tanta oposição ao Amigão da Vizinhança quanto o dono do Clarim Diário: J. Jonah Jameson.

E é sobre essa relação de amor e ódio que trata essa história.

Esse livro é o segundo, lançado aqui no Brasil pela Editora Novo Século, de um série de adaptações literárias das histórias da Marvel que começou com o clássico Guerra Civil.

Desde o começo de sua carreira como Super-Herói, o Homem-Aranha conseguiu a admiração e o apoio de muitos cidadãos com relação aos seus atos de proteção contra os terríveis vilões e criminosos que assolam a cidade de Nova York, contudo ele também sofreu com a objeção de muitos quanto ao fato de realizar esses feitos sem mostrar sua verdadeira identidade.

Um dos maiores opositores sempre foi J. J. Jameson, o dono do Clarim Diário que tem total repúdio às atividades heroicas do Cabeça de Teia. Mas com o decorrer do tempo isso se tornou algo tão normal na relação entre os dois que nunca foi motivo de grandes preocupações.

Porém tudo isso muda quando, ao investigar um conjunto de ataques feitos por robôs super destrutivos que acarretam em graves acidentes a um grupo de alunos de Peter Parker, as pistas levam o nosso querido  herói acreditar que J.J.J. estava por trás desse horrível ataque, juntamente com o grande vilão Electro.

Rodeado por dúvidas e com o seu Sentido Aranha totalmente fora do normal, nosso herói sai em busca de respostas que o levam a confrontar antigos inimigos, e solicitar a ajuda de antigos amigos.

Uma trama recheada de mistérios e reviravoltas que nos faz questionar, tanto as atitudes do Aranha, quanto as atitudes de Jameson, mas que nos presenteia com um final conciso e surpreendente.

Como não poderia faltar na história do Teioso, ela é repleta de referências a cultura pop, que vai desde músicas do cancioneiro popular até citações de livros do grande escritor Tom Clancy, e, é claro, muita comédia.

É um livro divertidíssimo com um acabamento muito lindo e que merece com certeza um lugar na estante dos fãs de uma boa literatura.

É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Crítica - Guerra Civil Marvel - Stuart Moore

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Para alegria geral da nação literária, nós voltamos com as nossa críticas escritas!! E para esse retorno, decidi falar sobre um livro que, desde quando soube do seu lançamento, me peguei ansioso para tê-lo em mãos. Sim, meus caros Nerds, a adaptação em livro de uma das histórias mais fantásticas dos quadrinhos Marvel. A Guerra Civil.

A Guerra Civil foi um arco que apareceu em quase todas as revistas Marvel entre os anos de 2006 e 2007, e foi responsável pela mudança total do panorama de heróis que nós conhecemos. A história original foi escrita por Mark Millar e desenhada por Steve McNiven e foi um sucesso inquestionável. E para nossa surpresa a Marvel juntamente com a editora Novo Século nos presenteia com essa adaptação primorosa escrita por Stuart Moore.

O livro conta a separação dos heróis devido a acontecimentos que põe em cheque a segurança das pessoas comuns em um mundo permeado por Super Seres.

Tudo começa com um desastre causado por um grupo de jovens heróis, denominados Novos Guerreiros, que numa luta contra alguns vilões acabam acarretando uma grande explosão na cidade de Stanford, Connecticut, que mata muitas pessoas, incluindo crianças. Isso acarreta uma insatisfação muito grande da população contra os Super Seres, que acaba culminando na necessidade do governo agir. 

Devido a isso, o governo decide por em prática a Lei de Registro de Super-Humanos que, basicamente, é o cadastramento de todos os Super Heróis com seus respectivos poderes detalhados e identidades secretas reveladas ao público. Aqueles que concordassem poderiam passar por um treinamento específico para que pudessem continuar exercendo a "atividade" de heróis como funcionários do governo, com direito a salário e todos os outros benefícios, enquanto aqueles que não se dispusessem a revelar sua identidade e trabalhar para o governo seriam presos.

Essa lei traz um conflito de opiniões entre a comunidade super heroica. Encabeçados por Tony Stark, O Homem de Ferro, os que são a favor da Lei de Registros começam a fazer parte do governo, sendo controlados diretamente pela S.H.I.E.L.D. na pessoa de Maria Hill, que assumiu o cargo de comandante da organização depois que Nick Fury desapareceu em serviço. Em contra partida os que não são a favor tem como líder Steve Rogers, O Capitão América, que devido ao seu caráter e personalidade vê essa lei como uma forma de invasão de privacidade para os Super heróis, além de trazer consigo males piores, pois se muitos se escondem atrás de máscaras, é devido a preocupação para com os próximos a eles.

No decorrer da histórias muitos antigos amigos acabam se separando e até mesmos famílias de Super Humanos são desfeitas, é o caso do Quarteto Fantástico, pois enquanto Reed Richards, O Senhor Fantástico decide seguir Tony Stark, Sue Storm, A mulher Invisível, acaba indo para o lado de Steve Rogers.

Com os dois grupos de Super Humanos batalhando entre si, começam a ser necessárias novas aderências aos respectivos grupos, depois de saber que Thor veio a falecer no Ragnarok, Tony Stark decide ir em busca do Homem Aranha que, mesmo relutante acaba cedendo e numa coletiva de imprensa, semelhante a que Tony Stark revelou ser o Homem de Ferro, ele acaba revelando ser Peter Parker. Por isso ele torna-se a mão direita de Stark, juntamento com Reed. Porém numa batalha caótica é descoberto que Tony, Reed e Hank Pym, o Homem Formiga, clonaram Thor, porém a força descomunal do Deus clonado acaba saindo do controle e ele mata o herói conhecido como Golias. Devido a isso Peter decide ir para o lado do Capitão América, mas os dois grupos percebe que essa Guerra não poderia levar a nenhum fim agradável.

Muitos dos heróis Rebeldes foram presos na Zona Negativa, prisão criada por Reed Richards, em um tipo de dimensão diferente, depois de um plano grandioso para libertar os cativos começa a batalha final, repleta de reviravoltas e momentos de confrontos alucinantes, ela nos traz um final surpreendente.

Um livro que sabe mesclar bem seus momentos de comédia, ação, drama, suspense e que nos faz querer devorá-lo por completo sem pensar em nada mais. Por isso não perca a oportunidade de ler essa primorosa adaptação de Guerra Civil da Marvel.

É isso e até a próxima!

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