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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

[CRÔNICA] Leia por prazer, não por obrigação

Foto: internet

Por Leandro Silva 

Sabe, se tem uma coisa que eu detesto é ler por obrigação. Na verdade detesto fazer qualquer coisa de forma obrigada, mas nem sempre podemos escapar delas, como é o caso de certos trabalhos ou regras que temos que seguir. Mas tem outras que fazemos pra nos sentirmos felizes e, no meu caso, a leitura é uma dessas coisas e eu simplesmente DETESTO, assim em caixa alta, o fato de ter que ler por pressão ou outro motivo qualquer que não seja a minha simples vontade e interesse pela obra.

Pra falar a verdade, já passei da fase de ter que ler alguns livros para impressionar os outros. O que eu gosto pego e leio, o que vejo que não faz meu estilo de leitura, deixo de lado – não importa o quanto as pessoas digam que o livro é bom ou que quem não o lê não sabe apreciar uma boa obra. Contudo, já tive essa fase e às vezes preciso ler algo totalmente fora do que eu gosto para certos tipos de trabalhos acadêmicos ou até para obrigações para com este blog. Isso é chato.

Percebi com isso que, não importa o quanto a obra seja boa. Não importa se foi o melhor autor do mundo, o que não existe, que escreveu. Se eu pegar qualquer livro por pura obrigação da leitura, a história se torna maçante. Não evoluo na leitura e acabo por ter uma má impressão da obra, do autor e do gênero, simplesmente porque foi algo que li contra a minha vontade. Até termino a obra, mas geralmente fico com mais más impressões que boas. Não estou dizendo que você não deve explorar livros e histórias diferentes das quais está acostumado. Só estou dizendo que faça isso quando sentir a necessidade de ir além. 



Quando você sente que quer conhecer outras histórias, outros gêneros, outros autores... Nossa! É tudo muito diferente. Pegamos o livro e simplesmente o devoramos, até parece que lemos aquele tipo de obra desde sempre. E acredito que isso acontece em qualquer situação de nossa vida. Desde criança a maioria de nós faz muito melhor e com muito mais prazer aquilo que não é imposto, mas que abraçamos. E assim funciona na leitura, pelo menos para mim e para muitas outras pessoas.

Outra coisa que irrita é quem vem com essa história de que você tem que ler isso ou aquilo. Na boa, como diz um ditado na internet: não sou obrigado a nada. HAHAHA Sério, não façam isso. Recomendem um livro e pronto, mostrem que é bom. Mas parem com isso de que a outra pessoa precisa engolir de qualquer forma ou será considerado um ET. E não caiam nessa também.


Deixemos a obrigação para as coisas inevitáveis dessa vida, as demais, como a leitura, precisamos fazer com o maior prazer do mundo.

quarta-feira, 30 de março de 2016

[CRÔNICA] A música e a leitura.

Imagem: internet

Por Leandro Silva

Não sei se eu passei a prestar atenção agora e isso sempre aconteceu ou se é algo novo, mas o fato é que cada vez mais vejo pessoas lendo algum livro nos lugares onde vou. Muitas vezes no caminho até estes lugares. São tantas pessoas com livros abertos que fica até difícil esticar o pescoço e tentar ler o título de todas as capas – sempre faço isso, não resisto.

Estes leitores têm outra coisa em comum: em sua maioria estão usando os fones de ouvido. Brancos, pretos, vermelhos ou verdes. Grandes, pequenos, com fios ou por bluetooth. São diversos e sempre levando a velha e boa música aos ouvidos de quem os usa. Claro que, só em observar, sabemos que os ritmos são os mais variados, assim como os gêneros dos livros que estão lendo.

No início eu ficava olhando e me perguntando como conseguiam – confesso que às vezes ainda me pergunto, mas passei a compreender. Muitas vezes, para uns quase sempre, não há uma combinação melhor para uma boa leitura do que a música. A música nos acalma, a leitura nos faz viajar. A música nos conta uma história e livro nos permite vive-la.

No ônibus, no metrô, no carro ou em casa. Seja onde for, a música está lá, ela está em todo lugar, não temos como escapar dela. Então, se sempre estamos a ouvi-la, porque não juntarmos com algo que adoramos fazer? Particularmente eu leio sem música na maioria das vezes, mas em algumas ocasiões ela está ali, junto, também me fazendo companhia.

Então meus amigos, não se surpreendam ao verem cada vez mais leitores usando fones de ouvido simultaneamente enquanto leem. Apenas observem e nunca, nunca atrapalhem. Ali está só o corpo, a matéria. A alma, o espírito está longe... Está viajando através das notas que adentram em seus ouvidos e da história que passa em sua frente.

A música e a leitura só não são uma combinação tão perfeita quando um bom café e um bom livro. Mas isso, meus amigos, é tema para outra crônica.

domingo, 27 de dezembro de 2015

A doce amizade de Bruno e Shmuel em O menino do pijama listrado

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva 

Recentemente eu falei sobre algumas manias que os leitores têm e que não são poucas. Dentre elas disse que muitas vezes compramos livros que queremos muito ler e acabamos deixando pra depois e depois e depois. Bem, isso aconteceu com o livro sobre o qual vou escrever aqui: O menino do pijama listrado. Comprei o livro em 2011 por indicação de uma amiga que disse não fazer sentido ver o filme sem ler a história antes. Pois bem, comecei e terminei de lê-lo há alguns dias, quatro anos depois.

Um clássico que merece estar na estante de qualquer leitor, o livro tem como plano de fundo a Segunda Guerra Mundial e conta a história do pequeno Bruno, que se muda de Berlim depois que o pai é alçado ao cargo de Comandante do Exército de Hitler e mandado para tomar conta de um campo de concentração fora da Alemanha. Nesse novo endereço, onde havia apenas os soldados além da família de Bruno, o garoto descobre, como ele chama, uma ‘fazenda’ há alguns metros de sua nova residência, onde estão os judeus capturados pelo exército alemão. 

O livro é perfeito pelo seguinte: vamos descobrindo tudo pelos olhos de Bruno, que não faz ideia do que está acontecendo. Não sabe da guerra; não sabe quem são as pessoas do outro lado da cerca; quando descobre quem são vem a dúvida sobre os judeus, de porque eles serem tratados daquela maneira. Quando ele sai à procura do que fazer ele acaba encontrando o pequeno Shmuel, judeu e que está separado dele por conta da cerca que delimita o campo de concentração. É a primeira criança que ele encontra em muito tempo e acaba logo se tornando o melhor amigo do garoto. “Juntos”, eles passam por várias aventuras, algumas decisivas e outras que pões em cheque a amizade de um pelo outro.

Durante a leitura temos personagens que nos dão raiva, como o Tenente Kotler. Mas também alguns que nos encantam, como é o caso da família inteira de Bruno e, claro, do próprio Bruno e do Shmuel. Ah, o Pavel também é um personagem que merece atenção. O final do livro é surpreendente. Não esperava que terminasse desse jeito. É emocionante.

Um livro doce sobre uma amizade incrível. Lembrou-me muito o livro de Markus Zusak, ‘A menina que roubava livros’. John Boyne escreveu ‘O menino do pijama listrado’ em dois dias e meio, foi o livro dele escrito de forma mais rápida e, pasmem, saiu perfeito. Aconselho a leitura, para os que ainda não leram, e logo depois vejam o filme (que está na grade da Netflix), pois o longa soube captar bem a essência do que John escreveu.

É isso pessoal, abraço e até a próxima.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

[CRÔNICA] Pesadelos Literários

Foto: @Jhon_Passos - LiterAgindo
Por Leandro Silva

Então pessoal, dessa vez minha crônica vai falar, como já adianta o título, sobre os pesadelos que geralmente temos quando estamos lendo alguma obra meio, como que posso dizer... Tenebrosa. E não tinha um mês melhor para o lançamento desse texto do que outubro, considerado o 'mês do horror'. 

A primeira vez que eu tive pesadelo literário foi quando comecei a ler a série Bruxos e Bruxas, do James Patterson. O livro, como falo na crítica que fiz dele aqui, não é terror, mas é uma história alucinante. Os garotos sofrem muito quando a Nova Ordem passa a dominar quase todo o mundo. O livro é pura ficção e é eletrizante, te prende e você vive a angústia dos personagens a cada página. E foi devido a isso que eu comecei a me ver demais na história e tinha pesadelos quase que diários. 

(Ainda a respeito do livro Bruxos e Bruxas, aconselho vocês ouvirem a música Marcha Macia, do Siba.) 

Não sou muito de ler livros de terror, mas sei que quando leio passo a ter pesadelos. A gente se envolve demais na história, não tem como não se envolver. Passamos a fazer parte dela, a viver conforme o autor escreve para os seus personagens. Esses pesadelos são, ao mesmo tempo, aterrorizantes e incríveis. Aterrorizantes porque ninguém gosta de ficar se assustando o tempo todo, acordar de um pesadelo é horrível. Você acorda suado, agitado, demora a voltar a dormir. Mas ao mesmo tempo é incrível porque você vai mais além, passa a viver a história em sua plenitude. 

Se você ainda não desfrutou disso, ou é muito forte a ponto de não ter pesadelo, ou não conseguiu ler algo tão aterrorizante, eletrizante, que te faça viajar de fato para dentro de suas páginas, na forma mais profunda que tem, que é usando nosso subconsciente. Se você já teve desses pesadelos, sabe do que estou falando. E o melhor é que, quanto mais pesadelos temos com determinadas obras, mais queremos ler. Alguém me explica? 

Apesar de ser UM POUCO ruim, eu desejo desde já que você tenha um pesadelo literário. Claro que desejo. É uma sensação incrível, você num mundo totalmente perigoso, mas conhecido. A adrenalina toma conta de você e você vai acordar assustado, mas querendo pegar o livro na mesma hora pra terminar a leitura. E se for livros que tenham continuação, como o caso de Bruxos e Bruxas, você dei muita sorte. 

Bem, é isso e até a próxima - e que tenham muitos pesadelos.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A doce história dos Wills Grayson

Foto: LiterAgindo
Recentemente eu terminei de ler o livro "Will & Will - um nome, um destino", que foi escrito em parceria entre o David Levithan e o John Green. Quanto ao John Green, todos já devem conhecer, até porque aqui no blog tem várias críticas a respeito de suas obras, até uma crítica em vídeo. Já o David é um pouco desconhecido da maioria.

David Levithan é um autor americano que já tem vários livros publicados e segue mais ou menos a mesma linha do Green, livros para adolescentes e jovens. Contudo, ele puxa muito para a questão homoafetiva. "Garoto encontra garoto", "Dois garotos se beijando" e "Todo dia" são alguns títulos do autor.

Bem, quanto ao livro "Will & Will" é um romance bem adolescente e muito bem escrito. Não, os dois Wills não serão namorados ou irão se "pegar", na verdade apenas um Will Grayson é gay. Eles se encontram por acaso e veem que têm muitas coisas em comum e logo têm suas vidas entrelaçadas. Percebem que passam por situações que se assemelham e suas vidas passam a mudar no momento que se 'topam'.

A leitura é muito fácil e flui rapidamente, num instante você lê as 348 folhas. Ponto aí para a Galera Record, selo do Grupo Editorial Record que foi quem lançou esta edição da foto acima. A capa ficou linda e chama muito a atenção. Não preciso dizer que aconselho a leitura, preciso?

Eu ri muito com a história. Ambos os Wills são engraçados, sendo que um é um pouco depressivo, já que tem problemas familiares que o levaram a sofrer com esse mal. Os personagens secundários também são bem engraçados: Tiny e Jane são personagens que nos divertem e nos ensinam um bocado.

Abaixo transcrevo uma parte que li e achei interessantíssima, além de saber muito bem do que o personagem está falando:

"Há uma conexão entre nós, entre mim e ele.
A verdade, porém?
Todo mundo tem uma.
Essa é nossa maldição e nossa bênção".

É isso pessoal, uma ótima leitura e um abraço, até a próxima.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Um pouco sobre ‘O Teorema Katherine’

Foto: Literagindo
Se tem uma coisa que gosto de analisar quando termino de ler um livro é o quanto eu aprendi com ele. Todos os livros nos ensinam algo, ou deveriam ensinar. É algo intrínseco a eles e devemos aproveitar da melhor maneira possível. E quando terminei de ler 'O Teorema Katherine', do John Green, não foi diferente.

O livro é extremamente engraçado e inteligente. A parte inteligente é por conta do personagem principal, o Colin. Garoto prodígio, ele se vê aos prantos quando sua namorada, perto de completar o primeiro aniversário de namoro, termina com ele. A K-19 era sua décima nona namorada chamada Katherine.

Colin é socorrido por Hassan, seu amigo muçulmano que não quer graça com a faculdade. Engraçado desde a primeira aparição na história, Hassan nos diverte até a última página do livro e junto com Colin passa por situações de todo tipo e prova que uma amizade entre duas pessoas é algo mútuo, onde um completa o outro de alguma maneira.

O Teorema Katherine é algo que o Colin tenta criar para justificar o porquê sempre suas namoradas teminam com ele. Ele quer criar este teorema para saber quando o próximo namoro dele chegará ao fim. Ah, e o motivo do nome do teorema você já deve imaginar.

Bem, voltando a história do livro, ele tem início quando, desolado, Colin e Hassan saem por aí para distrair a mente e acabam parando num lugar chamado Gutshot, no Tennessee. Lá eles conhecem a incrível e meiga Lindsey, onde passam por grandes aventuras. Esse lugar será um divisor de águas na vida dos dois garotos.

Livro leve e inteligente, recomendo que leiam até o apêndice. É algo sensacional. Sem falar que você tem a sensação de que o Green está aí do lado te contando a história - ah, e leiam também as notas de rodapé.

Bom, é isso pessoal. Boa leitura!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crítica - Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz - C. S. Lewis

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos.

Olá LiterAgentes.

Quando falamos da obra de C. S. Lewis a maioria de nós tende a pensar, em primeiro lugar, na sua famosa criação: As Crônicas de Nárnia. Mas de suas mãos surgiram livros e histórias muito marcantes dentre as quais vamos nos focar na reflexiva obra: Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz.

A vida de Lewis no âmbito espiritual foi um pouco conturbada. Criado desde o nascimento dentro da fé cristã, quando atingiu a adolescência tornou-se um ateu convicto o que, de certo modo, ajudou a tornar-se um grande acadêmico ao ponto de ter elaborado teses que são estudadas até hoje. Mas existiu um fator que lhe influenciou para o retorno ao cristianismo e esse fator chamava-se J. R. R. Tolkien, aquele mesmo, o criado do Senhor dos Anéis. Tolkien foi um forte influenciador para que Lewis voltasse para a fé cristã. Para saber um pouco mais sobre a historia de vida de C. S. Lewis eu indico o filme Shadowlands, que tem uma interpretação magnifica de Anthony Hopkins como o nosso querido escritor.

Mas enfim, vamos ao livro. Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz foi escrito em 1942 em plena segunda guerra mundial e foi dedicado especialmente ao J. R. R. Tolkien. O mundo passava por um sério declínio moral e espiritual, então Lewis teve a genial ideia de escrever um livro em que, de modo sarcástico e ácido, ele narra um troca de cartas entre dois demônios, onde um tio ensina ao seu sobrinho como afastar as pessoas de sua fé e de um possível conforto espiritual.

Fitafuso é um demônio experiente que tenta mostrar ao seu sobrinho Vermebile os meandros do trabalho de um Demônio Tentador e de como usar as circunstâncias ao redor com o fim de tirar as pessoas da mão de seu inimigo(Deus).

É engraçado como Lewis utiliza de situações corriqueiras que acontecem nas comunidades cristãs que podem fazer com que as pessoas sintam-se excluídas e mal recebidas no meio do povo de Deus. Bem como ele utiliza de situações agravantes em períodos de guerra que podem fazer o homem culpar Deus por todos os problemas do mundo. Os ensinamentos de Fitafuso vão desde o relacionamento da família do cliente, até o seu ambiente de trabalho, passando pelos momentos de divertimento.

Ao ler esse livro nós acabamos nos identificando com certas situações que as vezes nos passam despercebidas, mas que acontecem cotidianamente e que vistas sobre uma outra ótica diferente podem ser utilizadas como lições de vida.

A única crítica negativa que tenho dessa edição são as páginas brancas que em alguns casos dificultam a leitura, principalmente quando estamos na luz natural. Fora isso a editora WMF Martins Fontes está de parabéns. 

Mesmo que você não professe a fé cristã este é um livro que deve ser lido pra vida. Além de ser muito reflexivo é um livro totalmente divertido de ler, pois em cada capítulo ele nos traz uma situação nova em que vemos Fitafuso se irritar com a incompetência se seu sobrinho ou parabenizá-lo por suas conquistas.

Termino essa crítica fazendo um citação do livro:

"A fina flor da profanação só pode crescer se for plantada perto do Sagrado. Em nenhum lugar a nossa tentação é tão bem sucedida quanto nos próprios pés do Altar."
É isso pessoal e até a próxima.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

[CRÔNICA] Livros, chuvas e frio

Foto: LiterAgindo

Por Leandro Silva

Sabe, acredito que quem gosta de ler arruma qualquer "desculpa" para isso. Tudo e todo momento é perfeito pra pegar o livro e começar a leitura. Mas alguém já viu algum período melhor do que o chuvoso para isso? Pra mim não há. Quando o céu começa a nublar, o tempo começa a esfriar e a chuva cai, pego logo meu livro e vou pro lugar mais quente e aconchegante que tem na minha casa: meu quarto.

E tem livros que pedem que o tempo esteja assim para que você o leia. Por exemplo, o livro de contos 'Deixe a neve cair', escrito em parceria por John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle , se passa num rigoroso inverno americano e quando você lê num tempo que lembre o mínimo que seja o inverno de lá, nossa! Você consegue viajar ainda mais rápido pro universo fictício do livro.

Pra falar a verdade, o tempo chuvoso é ótimo não só para ler, mas para escrever também. Inclusive este texto que vocês estão lendo teve sua produção iniciada enquanto eu estava estiando a chuva dias atrás e insistir em sair de casa sem guarda-chuva - não sei vocês, mas eu não gosto muito de sair com este acessório.

Tempo chuvoso e leitura pra mim é igual aquela música 'Fico assim sem você', é difícil não associar um ao outro. 

Bem, estamos no inverno e temos indicações de livros a vontade aqui no blog que são perfeitos para você unir o útil ao agradável. Então, pega teu livro e corre pro teu lugar preferido pra leitura nesses dias frios. O meu não sai do meu lado, e enquanto o tempo estiver desse jeito, sei que vou ler mais que o normal.

Boa leitura a todos e até a próxima.

quarta-feira, 25 de março de 2015

LiterAgindo - Crítica Roverandom

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Dessa vez iremos falar um pouco sobre essa obra tão cuti-cuti do nosso amado professor Tolkien: Roverandom.

Então acomode-se e curta mais uma crítica inteligente e divertida do LiterAgindo.


É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Crítica - Guerra Civil Marvel - Stuart Moore

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Para alegria geral da nação literária, nós voltamos com as nossa críticas escritas!! E para esse retorno, decidi falar sobre um livro que, desde quando soube do seu lançamento, me peguei ansioso para tê-lo em mãos. Sim, meus caros Nerds, a adaptação em livro de uma das histórias mais fantásticas dos quadrinhos Marvel. A Guerra Civil.

A Guerra Civil foi um arco que apareceu em quase todas as revistas Marvel entre os anos de 2006 e 2007, e foi responsável pela mudança total do panorama de heróis que nós conhecemos. A história original foi escrita por Mark Millar e desenhada por Steve McNiven e foi um sucesso inquestionável. E para nossa surpresa a Marvel juntamente com a editora Novo Século nos presenteia com essa adaptação primorosa escrita por Stuart Moore.

O livro conta a separação dos heróis devido a acontecimentos que põe em cheque a segurança das pessoas comuns em um mundo permeado por Super Seres.

Tudo começa com um desastre causado por um grupo de jovens heróis, denominados Novos Guerreiros, que numa luta contra alguns vilões acabam acarretando uma grande explosão na cidade de Stanford, Connecticut, que mata muitas pessoas, incluindo crianças. Isso acarreta uma insatisfação muito grande da população contra os Super Seres, que acaba culminando na necessidade do governo agir. 

Devido a isso, o governo decide por em prática a Lei de Registro de Super-Humanos que, basicamente, é o cadastramento de todos os Super Heróis com seus respectivos poderes detalhados e identidades secretas reveladas ao público. Aqueles que concordassem poderiam passar por um treinamento específico para que pudessem continuar exercendo a "atividade" de heróis como funcionários do governo, com direito a salário e todos os outros benefícios, enquanto aqueles que não se dispusessem a revelar sua identidade e trabalhar para o governo seriam presos.

Essa lei traz um conflito de opiniões entre a comunidade super heroica. Encabeçados por Tony Stark, O Homem de Ferro, os que são a favor da Lei de Registros começam a fazer parte do governo, sendo controlados diretamente pela S.H.I.E.L.D. na pessoa de Maria Hill, que assumiu o cargo de comandante da organização depois que Nick Fury desapareceu em serviço. Em contra partida os que não são a favor tem como líder Steve Rogers, O Capitão América, que devido ao seu caráter e personalidade vê essa lei como uma forma de invasão de privacidade para os Super heróis, além de trazer consigo males piores, pois se muitos se escondem atrás de máscaras, é devido a preocupação para com os próximos a eles.

No decorrer da histórias muitos antigos amigos acabam se separando e até mesmos famílias de Super Humanos são desfeitas, é o caso do Quarteto Fantástico, pois enquanto Reed Richards, O Senhor Fantástico decide seguir Tony Stark, Sue Storm, A mulher Invisível, acaba indo para o lado de Steve Rogers.

Com os dois grupos de Super Humanos batalhando entre si, começam a ser necessárias novas aderências aos respectivos grupos, depois de saber que Thor veio a falecer no Ragnarok, Tony Stark decide ir em busca do Homem Aranha que, mesmo relutante acaba cedendo e numa coletiva de imprensa, semelhante a que Tony Stark revelou ser o Homem de Ferro, ele acaba revelando ser Peter Parker. Por isso ele torna-se a mão direita de Stark, juntamento com Reed. Porém numa batalha caótica é descoberto que Tony, Reed e Hank Pym, o Homem Formiga, clonaram Thor, porém a força descomunal do Deus clonado acaba saindo do controle e ele mata o herói conhecido como Golias. Devido a isso Peter decide ir para o lado do Capitão América, mas os dois grupos percebe que essa Guerra não poderia levar a nenhum fim agradável.

Muitos dos heróis Rebeldes foram presos na Zona Negativa, prisão criada por Reed Richards, em um tipo de dimensão diferente, depois de um plano grandioso para libertar os cativos começa a batalha final, repleta de reviravoltas e momentos de confrontos alucinantes, ela nos traz um final surpreendente.

Um livro que sabe mesclar bem seus momentos de comédia, ação, drama, suspense e que nos faz querer devorá-lo por completo sem pensar em nada mais. Por isso não perca a oportunidade de ler essa primorosa adaptação de Guerra Civil da Marvel.

É isso e até a próxima!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Crítica - Star Wars

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Hoje nossa crítica vem de uma galáxia muito, muito distante. Iremos falar um pouco sobre um clássico: A grande obra Star Wars.

É de senso comum o quanto essa história mudou a realidade cinematográfica desde a época em que foi lançada, criando milhares de fãs super apaixonados ao redor do mundo e quem sabe, fora dele.

Porém, poucas pessoas sabem que existem livros que foram escritos a partir dos textos dos filmes.

A primeira trilogia Star Wars é composta pelos três últimos episódios (Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e, O Retorno de Jedi) e por motivos de melhor compreensão, irei falar sobre cada um separadamente, então, vamos lá.

Episódio IV - Uma Nova Esperança

Nesse livro temos a oportunidade de conhecer os personagens por quem, inevitavelmente, criamos laços emocionais muito grande, quando eles ficam felizes, nós também ficamos, quando eles ficam tristes, choramos com eles e quando eles se machucam, sentimos sua dor.
O herói da história é Luke Skywalker, um jovem que vive em mundo com clima desértico chamado Tatooine. Ele é um jovem com um senso de pureza enorme e que possui um caráter equivalente. Ele vive com seus "tios" e conhece pouco do seu passado, principalmente, sobre seu pai e sua mãe.
Nos é apresentado também dois dos maiores robôs da história do universo, R2-D2 e C-3PO. O primeiro é um robô de ação que possui tanta coragem dentro de seus circuitos, até mesmo mais do que muitos humanos por ai. O segundo é um robô protocolar, um pouco menos corajoso que seu companheiro, mas que é de vital importância para o decorrer da trama e que tem um senso de companheirismo admirável.
Conhecemos também a Princesa Leia de Alderaan, uma jovem que possui uma responsabilidade enorme na aliança rebelde e assim como Luke sabe pouco sobre o seu passado.
Outro personagem que surge nessa incrível história é o velho Ben Kenobi, antigamente conhecido como, Obi-Wan Kenobi. Ele é um antigo cavaleiro da Ordem Jedi que assume a responsabilidade de preparar e treinar o jovem Luke.
Dois grande personagens são nos mostrados também, o sarcástico e cheio de si caçador de recompensas Han Solo e seu amigo e fiel escudeiro Chewbacca um alienígena da raça Wookie.
Por fim cito os dois personagens do lado negro da força, o grande Darth Vader e o Imperador. O primeiro é considerado por muitos o grande personagem de toda a saga, pois ele é um daqueles vilões que é impossível não se apaixonar, já o segundo é o grande líder do império e é nele que descarregamos todo o nosso ódio.

Personagens apresentados, vamos a história.

Esse é o capitulo de introdução onde nos é apresentado todo o panorama do universo, descobrimos que antes existia uma república, até ocorrer um golpe em que o atual imperador assume total poder sobre o universo, contudo existe uma Aliança Rebelde que ainda luta contra o poder do império. Uma das líderes dessa Aliança, a princesa Leia, acaba sendo aprisionada pelo Lorde Negro dos Sith, Darth Fucking Vader, no entanto ela consegue enviar uma mensagem secreta por meio de dois robôs ao antigo cavaleiro Jedi Obi-Wan Kenobi que agora vive nas planícies desérticas de Tatooine. Os robôs acabam parando na mão da família de Luke Skywalker e ele acaba vendo parte da mensagem em que a princesa Leia aparece o que o coloca no centro da aventura. Ao encontrar o velho Ben, Luke acaba descobrindo que sua vida vai muito além das dunas de areia de Tatooine, devido a isso e também a uma tragédia que acontece em sua família ele decide ir com o velho Jedi. Para conseguir sair do planeta, Ben acaba contratando dois caçadores de recompensa, Han Solo e Chewbacca, e sua incrível nave, A Millenium Falcon.
No decorrer da história esse grupo acaba reconhecendo em cada um dos integrantes um amigo em potencial, isso cria um desejo único e cada vez mais forte para acabar com o império e ter uma vida livre, decidem então libertar a princesa das garras do horrível Lorde Negro, porém nessa aventura, Obi-Wan acaba caindo diante de seu antigo aprendiz, Darth Vader.
Por fim Luke e seus companheiros, em uma batalha inacreditável, conseguem impor uma grande derrota ao império.

Episódio V - O Império Contra-Ataca

Nessa história Luke já se tornou um grande nome da Aliança Rebelde, assim como Han Solo e Chewbacca e ao fazer uma missão de reconhecimento Luke é atacado, enquanto fica desacordado ele escuta a voz de Ben pedindo que ele vá ao encontro de Yoda, outro mestre Jedi, e para mim, o melhor personagem de toda a história. Depois de ser resgatado por Solo e enfrentar mais uma batalha contra o império, Luke acaba indo ao encontro de Yoda e passa por um treinamento muito rigoroso para que enfim possa se tornar um Jedi. Durante esse período os seus amigos acabam sendo capturados e, antes que consiga terminar seu treinamento e apesar dos protestos de Yoda, Luke decide ir ao resgate de seus amigos. Chegando lá, ele confronta mais uma vez o Lorde Negro, nos é revelado que Darth Vader antes era Anakin Skywalker, pai de Luke. (I am your father)
Na luta que se segue Luke acaba perdendo uma de suas mãos, tal como ocorreu com seu pai em  uma época longínqua e Vader decide expor seus planos para Luke, diz que o quer ao seu lado para que os dois possam dominar o universo. Luke recusa com todas as forças e antes por um golpe do destino é resgatado por seus amigos, contudo acaba descobrindo que Han foi preso e mandado como presente à Jabba.

Episódio VI - O Retorno de Jedi

Tudo começa com o resgate de Solo, vemos agora um Luke mais maduro e bem preparado, não devido aos anos, mas sim por causa de suas últimas experiências. Depois que conseguem resgatar o seu amigo, eles se separam novamente e Luke vai ao encontro de Yoda, encontra-o velho, cansado e abatido, é nesse encontro que se segue uma das conversas mais geniais e emocionantes da história da ficção (confesso que chorei), é revelado a Luke que Leia é sua irmã e que ele ainda não está preparado para lutar contra seu pai, contudo em seu intimo Luke deseja por um fim em tudo isso e a partir de então começa toda a ação desse último livro.
A Aliança organiza um plano para atacar a nova Estrela da Morte, uma nave gigantesca com um poder de fogo jamais visto, pois o imperador estaria lá, contudo para que isso ocorra eles precisariam desligar um gerador localizado em uma lua que gerava energia ao campo de força que protegia a nave do império. Porém antevendo todos esses acontecimentos está o imperador que elabora todo um plano de contra ataque. No entanto ele não contava com a força da amizade que dava ânimo aos rebeldes e com a ajuda de amigos inimagináveis eles acabam conseguindo destruir o gerador de energia. Enquanto isso na Estrela da Morte, o imperador conhece o seu fim através de seu fiel servo, Darth Fucking Vader, que se arrepende de todos os seus pecados por amor ao seu filho Luke, que em nenhum momento desistiu de seu pai, e no último momento acaba com a vida do Imperador e morre nos braços do filho.

Ufa! Que história. Posso lhes dizer que esse é um livro ótimo de se ler pra quem é fã, e também pra quem não é, dessa saga maravilhosa que se chama Star Wars.

A edição de capa dura da DarkSide vale cada centavo, além de ser linda, é bem diagramada e bem editada, o único ponto que deixou a desejar é o fato de conter alguns erros de português, mas isso mostra-se irrelevante no conjunto da obra.

É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

LiterAgindo - Crítica Dan Brown



Olá LiterAgentes!
Como vocês sabem todas as sextas feiras nós disponibilizamos aqui no blog três críticas escritas.
Pois bem, na última sexta de cada mês nós iremos postar um vídeo em substituição das críticas escritas.
Neste primeiro vídeo falaremos sobre três grandes obras de um dos maiores escritores da atualidade.
Ponto de Impacto, O Símbolo Perdido e Inferno são livros em que Dan Brown consegue prender o leitor a cada página.
Para saber mais sobre cada uma dessas obras, segue o vídeo logo abaixo.





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