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terça-feira, 13 de outubro de 2015

[CRÔNICA] Pesadelos Literários

Foto: @Jhon_Passos - LiterAgindo
Por Leandro Silva

Então pessoal, dessa vez minha crônica vai falar, como já adianta o título, sobre os pesadelos que geralmente temos quando estamos lendo alguma obra meio, como que posso dizer... Tenebrosa. E não tinha um mês melhor para o lançamento desse texto do que outubro, considerado o 'mês do horror'. 

A primeira vez que eu tive pesadelo literário foi quando comecei a ler a série Bruxos e Bruxas, do James Patterson. O livro, como falo na crítica que fiz dele aqui, não é terror, mas é uma história alucinante. Os garotos sofrem muito quando a Nova Ordem passa a dominar quase todo o mundo. O livro é pura ficção e é eletrizante, te prende e você vive a angústia dos personagens a cada página. E foi devido a isso que eu comecei a me ver demais na história e tinha pesadelos quase que diários. 

(Ainda a respeito do livro Bruxos e Bruxas, aconselho vocês ouvirem a música Marcha Macia, do Siba.) 

Não sou muito de ler livros de terror, mas sei que quando leio passo a ter pesadelos. A gente se envolve demais na história, não tem como não se envolver. Passamos a fazer parte dela, a viver conforme o autor escreve para os seus personagens. Esses pesadelos são, ao mesmo tempo, aterrorizantes e incríveis. Aterrorizantes porque ninguém gosta de ficar se assustando o tempo todo, acordar de um pesadelo é horrível. Você acorda suado, agitado, demora a voltar a dormir. Mas ao mesmo tempo é incrível porque você vai mais além, passa a viver a história em sua plenitude. 

Se você ainda não desfrutou disso, ou é muito forte a ponto de não ter pesadelo, ou não conseguiu ler algo tão aterrorizante, eletrizante, que te faça viajar de fato para dentro de suas páginas, na forma mais profunda que tem, que é usando nosso subconsciente. Se você já teve desses pesadelos, sabe do que estou falando. E o melhor é que, quanto mais pesadelos temos com determinadas obras, mais queremos ler. Alguém me explica? 

Apesar de ser UM POUCO ruim, eu desejo desde já que você tenha um pesadelo literário. Claro que desejo. É uma sensação incrível, você num mundo totalmente perigoso, mas conhecido. A adrenalina toma conta de você e você vai acordar assustado, mas querendo pegar o livro na mesma hora pra terminar a leitura. E se for livros que tenham continuação, como o caso de Bruxos e Bruxas, você dei muita sorte. 

Bem, é isso e até a próxima - e que tenham muitos pesadelos.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Crítica - À Espera de Um Milagre - Stephen King


Foto: LiterAgindo




Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes. Todos vocês sabem o quanto eu sou fã do grande escritor Stephen King e de sua obra. Ele é, em grande parte, reconhecidíssimo  devido aos seus livros de terror, mas ao se aventurar em outros estilos, ele não perde a sua incrível forma de escrever.

Publicado originalmente como um romance seriado, À Espera de Um Milagre, foi um sucesso instantâneo e, venhamos e convenhamos, ele tem todos os méritos para isso.

Nessa obra acompanhamos a história de Paul Edgecombe, um homem bastante velho que em tempos remotos era o chefe da ala do presídio em que ficavam os prisioneiros condenados à morte, conhecida entre eles como a milha verde.

Durante todo o tempo em que Paul trabalhou ali, ele presenciou diversos acontecimentos tristes, engraçados e até mesmo estranhos, mas nenhum deles se compara aos acontecimentos que se desenrolaram depois que o prisioneiro chamado John Coffey (que é parecido com café mas não se escreve igual não) chegou naquele lugar. John, um negro gigantesco que foi acusado de estuprar e matar duas meninas, chamou a atenção de Paul não só pela sua estrutura corporal gigantesca, mas também pela sua forma de agir e se portar, muitas vezes parecendo que não sabia de nada das coisas da vida, ao ponto de ter medo de dormir no escuro.

Além de John, a milha verde era habitada por outros condenados à morte, entre eles estão, Eduard Delacroix e seu rato senhor Guizos, Arlen Bitterbuck e o preso/servente Toot-Toot. Entre os guardas que ajudavam Paul a manter a ordem na milha verde podemos citar, Brutus "Brutal" Howell, Dean Stanton e Harry Terwilliger.

Deixei dois personagens "principais" de fora pois pretendo falar deles depois.

Tudo era normal na milha. Os prisioneiros vinham, passavam um tempo ali, talvez se preparando para o seu fim, e quando o dia chegava eles eram executados. Podemos dizer que houve dois momentos em que as coisas realmente começaram a dar errado. Primeiro foi com a chegada do mais novo guarda da milha, o inacreditavelmente irritante Percy Wetmore, um filhinho de papai que tinha influência no governo da época e acabou conseguindo um emprego naquele lugar. Quando eu disse que ele era realmente irritante eu não estava exagerando, passei bem perto de tentar apagar o nome dele do livro. Um personagem arrogante, prepotente, infantil e que você sente a necessidade de odiar, podemos parabenizar demais o ator Doug Hutchison pela belíssima atuação, que conseguiu transmitir de maneira magistral a personalidade do personagem na adaptação cinematográfica do livro. E o segundo momento que as coisas começaram a desandar foi a chegada do prisioneiro Wild Bill Wharton, um arruaceiro que gosta de arrumar confusão e que no final descobrimos que guarda um horrível segredo.

Durante toda história nos é mostrado a luta de Paul para tentar entender John e depois a busca pela absorvição deste. Ao realizar diversos milagres, primeiro curando Paul de uma infecção urinária que já durava um longo período de tempo, depois restabelecendo a saúde do Senhor Guizos e por fim curando a esposa do administrador do presídio, que estava com câncer cerebral, John acaba ganhando a confiança e o respeito de todos aqueles que convivem com ele.

Confesso que chorei muito ao fim do livro, terminei de lê-lo, quando ia de ônibus para a faculdade e não consegui segurar as lágrimas.

Novamente o Sr King nos surpreende com sua forma de escrita que consegue envolver o leitor do começo ao fim. Vale muito, muito mesmo, a pena ler este grande livro.

É isso pessoal. Até a próxima.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Crítica Christine - Stephen King

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Hoje irei falar sobre um clássico da literatura do horror, Christine.

Escrita pelo grande mestre Stephen King, Christine conta a história de Arnie Cunnigham e sua avassaladora paixão por um Plymouth Fury 1958 que faz com que a vida de toda uma cidade seja mudada.

A história é contada em primeira pessoa por Dennis, melhor amigo de Arnie, que presenciou toda a história que se desenrolou antes, durante e após o encontro de Arnie e Christine. Dennis era um daqueles caras populares da escola, capitão do time de futebol e beisebol, e um dos nadadores principais da Associação. Enquanto Arnie era totalmente o oposto, isto é, um perdedor com o rosto tomado por espinhas, magro e totalmente desajeitado com as garotas.

Logo no prólogo nos é apresentado as características dos personagens e a opinião de Dennis sobre esse famigerado romance. Isso é algo muito interessante nos livros do Sr. King, ele consegue em poucas palavras nos fazer ficar grudados na história, a fim de satisfazermos a curiosidade do que vai acontecer na próxima página.

Voltando pra história. Em uma volta para casa, Arnie Cunnigham vê pela primeira vez aquilo que seria a verdadeira desgraça de toda a sua vida e daqueles que vivem próximo a ele, porém cego pela atração que Christine exala, ele enlouquece ao ponto de criar uma obsessão  irracional pelo carro. O Plymouth Fury 1958 encontrava-se em um estado deplorável, coberto por ferrugens e amassados, além de diversos problemas no motor e em seu interior, enfim uma verdadeira lata velha. O seu dono atual, Roland D. LeBay, era um velho soldado com um passado obscuro que no decorrer do livro nos é mostrado e que tem bastante influência no desenrolar da história. Depois de uma negociação acirrada e de diverso protestos de Dennis, Arnie adquire o carro.

É a partir desse ponto que as coisas começam a dar errado. Primeiramente, começam  a ocorrer mudanças físicas em Arnie, seu rosto que antes era coberto de espinhas torna-se mais limpo, seu corpo magro começa adquirir massa muscular e enfim ele começa a ser notado pelas pessoas. Uma dessas pessoas chama-se Leigh Cabot, que no decorrer da história acaba se apaixonando por Arnie. Mas o que parecia ser uma melhora acaba se tornado algo horripilante pois, em contrapartida, a personalidade de Arnie é mudada ao ponto dele começar a viver em função do carro, todas as suas atitudes e decisões são voltadas para Christine o que gera um afastamento das pessoas mais próximas à ele, isto é, seu pai, sua mãe e por fim Dennis. Além disso, traços de LeBay começam a surgir nos trejeitos de Arnie, palavras que o antigo dono de Chistine usava, as dores na coluna, os pontos de vista sobre determinados assuntos e é claro, a obsessão pelo carro.

Cada vez que Arnie vai perdendo um pouco mais das suas características e Christine acaba tornando-se mais nova, como se ela estivesse sugando a força vital do pobre Arnie sem ele perceber.

Depois que Leigh se aproxima de Arnie, ela e Dennis tentam mostrá-lo que a "paixão" que ele sente pelo carro está lhe prejudicando, contudo, Christine ao perceber essa artimanha, começa demonstrar uma certa antipatia, ou melhor, um certo ciúme tanto de Leigh como de Dennis, o que torna o convívio entre eles muito difícil. Além disso, todos os inimigos de Arnie começam a ser assassinados misteriosamente.

Por fim, Dennis tenta com todas as forças descobrir o segredo por trás do carro para mostrar ao seu amigo todo o mal que gira em torno de Christine, isto o leva ao passado da família LeBay e dos acontecimentos que levaram a venda do carro por Roland D. LeBay.

O final é previsível, porém com relação aos livros de Stephen King eu gosto de aplicar aquela famosa frase: "O que vale não é o pote de ouro no final do arco-iris mas, o caminho até encontrá-lo."
O escritor consegue de forma magistral nos prender página por página e, com  plena certeza, não nos arrependemos de ter perdido algumas horas de sono.

A edição que tenho é de bolso da Ponto de Leitura, confesso que as páginas tornam-se um pouco apertadas, mas como geralmente os livros de Stephen King publicados pela Editora Suma de Letras são um pouco caros, vale a pena compra essas edições de bolso, pois são poucos os erros encontrados nessas edições menores, nada muito alarmante.

Quero aproveitar esses espaço pra falar sobre a trilha sonora desse livro, ela é ótima, quando lê-lo tente encontrar as músicas que ele cita, pois são de altíssima qualidade.

É isso pessoal, obrigado e até a próxima.

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