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terça-feira, 14 de junho de 2016

The Leftovers: um livro que tive que dar mais que uma chance

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva

Eu não conhecia esse livro, apenas o título e pensei que se tratava apenas do seriado da HBO. Pois bem, quando fui comprar uns ovos de páscoa, sim, sou desses capitalistas que presenteiam em datas criadas pelo comércio, vi o livro naquele lugar perto do caixa. Quando vi a excelente capa e o preço que estava em destaque, não pensei duas vezes: peguei e levei junto com os ovos ao caixa. 

Não demorei para começar a ler The Leftovers (Tom Perrotta). A sinopse dele era convidativa e, como vi muitos comentários positivos, me apressei para iniciar a leitura. Confesso que não tive a mesma rapidez para terminar. Primeiro que o início do livro é muito chato. Toda a primeira parte é muito parada e você precisa, como disse meu amigo John, dar uma chance a história para seguir em frente. Eu dei essa chance e fui até o final. 

O livro tem como protagonista a família Garvey, que é formada por Kevin (meu personagem preferido), Laurie, Tom e Jill e se passa na cidade nova-iorquina de Mapleton. Num determinado ano, no mês de outubro, acontece um fato que muitos acreditam ser o arrebatamento cristão. Como que num passe de mágica, diversas pessoas, no mundo inteiro, somem sem deixar rastros. É a partir daí que tem início essa louca história.

Uma das consequências desses acontecimentos sem explicações é o surgimento de seitas e diversas comunidades que pregam o que querem. É aí que a família Garvey se desmantela. O filho mais velho do casal, Tom, deixa a faculdade e passa a seguir um louco religioso. A esposa de Kevin, Laurie, passa a fazer parte de um grupo chamado Remanescentes Culpados, que pregava que não se podia achar que aquilo tinha sido algo normal, que em hipótese alguma se deveria tentar voltar a ter uma vida normal. Restaram na família Kevin, que depois disso tudo se torna prefeito de Mapleton, e Jill, que com a família em ruínas passa a sofrer com isso.

A história vai fluindo bem e você se empolga a partir da segunda parte do livro. Já no final você volta a sentir aquela preguiça em terminar a leitura, mas ai você lembra que precisa dar uma chance a Perrotta e continua. Você vai torcer por Kevin e Nora. Você vai gostar de Aimee. E se você tiver a mesma percepção que eu, vai achar a parte do livro direcionada ao Tom uma das mais Zzzz. O final não é dos melhores pelo simples fato de que ele não dá um final. Fica tudo em aberto e acho que esse foi o gancho da HBO, pois podem produzir várias temporadas do seriado. 

Eu não posso deixar de aconselhar que leiam, pois acho que vocês devem tirar suas próprias conclusões. Mas se assim o fizer, lembrem do conselho que recebi e deem uma, duas, três chances ao livro, garanto que gostarão da história. 

Abraço e até a próxima.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um pouco de Animais Fantásticos e Onde Habitam

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva

Para quem acompanha o mundo mágico de Harry Potter sabe que, além dos livros da saga, há vários outros títulos que pertencem a esse mundo encantador. Lembro que eles também são escritos pela magnífica JK Rowling. Bem, é justamente um desses livros que chegará aos cinemas no final desse ano, numa incrível adaptação feita pela Warner Bros., pelo menos isso é o que mostra o trailer.

Mas aí eu te pergunto: você já leu o livro Animais Fantásticos e Onde Habitam? É, esse aí da foto? Ainda não? Então presta atenção que eu vou falar pra você um pouco dele, mas depois vê se pega um exemplar e lê de fato.

Pra começo de história, o livro é uma edição especial. Se você não percebeu, diz que pertence a Harry Potter, isso porque esta edição tem sua arrecadação destinada a uma organização beneficente e acharam que pegar o livro do bruxinho e republicar "daria um melhor retorno financeiro", já que contém todas as suas anotações como estudante. O livro ainda tem o prefácio escrito pelo grande Dumbledore, amigo de Newt Scamander, autor do livro.

Se você acha que o livro conta alguma história mágica ou aventura do autor, está totalmente enganado. No início do livro ele conta um pouco da história do autor ~fictício ~ do livro, como ele viajou atrás das criaturas mágicas e como se tornou o melhor neste assunto. Aposentado do Ministério da Magia, é a pessoa mais indicada quando se fala nas criaturas mágicas, seja ela qual for. Também fala sobre a diferença entre 'ser' e 'animal' no mundo bruxo. Pronto, depois disso o livro fala absolutamente das criaturas e como se proteger delas.

Vale a leitura? Vale. Você entende muitos dos animais que mostram na saga do bruxo e como eles foram criados. Ele mistura o mundo bruxo e trouxa, já que alguns dos animais vivem em nosso mundo também - já ouviu falar do Dodô? Pois bem. Sabe o motivo de eletrodomésticos novos darem defeitos? "Ele explica". Ah, sabia que o "Monstro do Lago Ness" é, na verdade, um "Cavalo-do-Lago"? Garanto que não.

Ao que me parece, o filme vai contar as histórias de Scamander junto a essas criaturas, como as descobriu e vai contar muito a sua história de vida, já que teremos aí ele jovem nas telonas. A citação de Dumbledore não foi em vão, está tudo amarrado. Rowling está envolvida no roteiro do filme, que terá continuação, justamente por conta disto, pois pode desenvolver histórias dentro da história principal do livro.

O livro é curto, tem 63 páginas e você lê rapidamente. A parte que descreve as criaturas pode ser massante, mas não deixa de ser interessante no final. Aconselho a leitura, mas não quer dizer que precise de fato ler antes de assistir o filme. Uma coisa não se prende a outra.

Espero que tenham gostado da crítica, abraço e até a próxima.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

[CRÔNICA] Reler ou não reler, eis a questão.

Foto: Internet

Por Leandro Silva

Qualquer semelhança com a famosa frase do Sr. William Shakespeare é mera, apenas mera coincidência. (Hehehe) Assim, decidi fazer essa adaptação desta famosa frase shakespeariana porque ela é super adaptável a muitas situações, inclusive a que vou tratar aqui hoje: reler ou não um livro?

Pra falar a verdade eu não sou muito de reler, depois que leio um livro é como se eu quisesse uma continuação dele, não mais do mesmo. Poucos foram os livros que reli. Lembro de alguns como Harry Potter e... Bem, só lembro desse com mais precisão, você vai ter que acreditar em mim quando digo que li outros.

Contudo, mesmo não sendo muito fã disso, eu comecei a reler 'O Pequeno Príncipe', do grande Antoine de Saint-Exupéry. Esse livro, além de nos ensinar muito, é leitura obrigatória pra crianças e adultos. Bem, resolvi ler porque o filme estreia neste mês (se você está lendo esse texto depois do dia 20/08, corre pro cinema). Queria relembrar as aventuras do nosso pequeno garoto dos cabelos cor de ouro.

Mas pra dizer a verdade, não foi a mesma coisa. Quando o li a primeira vez eu fui tomado por uma emoção incrível. Estava na Livraria Cultura, um ambiente super propício para leitura de qualquer coisa. Estava eu e uma amiga e jutos passamos uma tarde lá e lembro de que, de tão entretido com o príncipe, nem vi que já era noite. Fui tomado por uma emoção danada a cada página. Era como se eu estivesse ali no Saara, ou no asteróide B 612. 

Mas dessa vez não. Não foi a mesma coisa. Era outra época, outra situação, outro contexto. Li e confirmei o quão boa é a história e realmente o quanto ela nos ensina, mas não senti a mesma coisa de antes. E, como a sensação da primeira leitura é sempre algo incrível, é dessa primeira leitura que quero lembrar sempre que ver qualquer coisa relacionada ao Pequeno Príncipe e a qualquer outro livro que eu leia. 

Não sei vocês, mais se eu tivesse que responder a pergunta, diria que é melhor não reler. Parte pra outro, guarda apenas a história e o como foi incrível a leitura do livro. Se o livro tiver continuação, que é o caso d'O Pequeno Príncipe, ótimo. Senão, pega um do mesmo autor ou parte pra outro. Te garanto, é melhor. 

É isso pessoal, até a próxima.

terça-feira, 28 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica Uma Longa Jornada

Foto: LiterAgindo
 Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje nós iremos falar um pouco sobre o romance Uma Longa Jornada de Nicholas Sparks.

Acomode-se e assista mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.



Trailer do Filme


É isso pessoal e até a próxima!

terça-feira, 21 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica O Lobo de Wall Street

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje iremos falar um pouco sobre essa autobiografia de Jordan Belfort que rendeu até uma grande produção de Hollywood.

Então acomode-se e curta mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.


É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Crítica - À Espera de Um Milagre - Stephen King


Foto: LiterAgindo




Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes. Todos vocês sabem o quanto eu sou fã do grande escritor Stephen King e de sua obra. Ele é, em grande parte, reconhecidíssimo  devido aos seus livros de terror, mas ao se aventurar em outros estilos, ele não perde a sua incrível forma de escrever.

Publicado originalmente como um romance seriado, À Espera de Um Milagre, foi um sucesso instantâneo e, venhamos e convenhamos, ele tem todos os méritos para isso.

Nessa obra acompanhamos a história de Paul Edgecombe, um homem bastante velho que em tempos remotos era o chefe da ala do presídio em que ficavam os prisioneiros condenados à morte, conhecida entre eles como a milha verde.

Durante todo o tempo em que Paul trabalhou ali, ele presenciou diversos acontecimentos tristes, engraçados e até mesmo estranhos, mas nenhum deles se compara aos acontecimentos que se desenrolaram depois que o prisioneiro chamado John Coffey (que é parecido com café mas não se escreve igual não) chegou naquele lugar. John, um negro gigantesco que foi acusado de estuprar e matar duas meninas, chamou a atenção de Paul não só pela sua estrutura corporal gigantesca, mas também pela sua forma de agir e se portar, muitas vezes parecendo que não sabia de nada das coisas da vida, ao ponto de ter medo de dormir no escuro.

Além de John, a milha verde era habitada por outros condenados à morte, entre eles estão, Eduard Delacroix e seu rato senhor Guizos, Arlen Bitterbuck e o preso/servente Toot-Toot. Entre os guardas que ajudavam Paul a manter a ordem na milha verde podemos citar, Brutus "Brutal" Howell, Dean Stanton e Harry Terwilliger.

Deixei dois personagens "principais" de fora pois pretendo falar deles depois.

Tudo era normal na milha. Os prisioneiros vinham, passavam um tempo ali, talvez se preparando para o seu fim, e quando o dia chegava eles eram executados. Podemos dizer que houve dois momentos em que as coisas realmente começaram a dar errado. Primeiro foi com a chegada do mais novo guarda da milha, o inacreditavelmente irritante Percy Wetmore, um filhinho de papai que tinha influência no governo da época e acabou conseguindo um emprego naquele lugar. Quando eu disse que ele era realmente irritante eu não estava exagerando, passei bem perto de tentar apagar o nome dele do livro. Um personagem arrogante, prepotente, infantil e que você sente a necessidade de odiar, podemos parabenizar demais o ator Doug Hutchison pela belíssima atuação, que conseguiu transmitir de maneira magistral a personalidade do personagem na adaptação cinematográfica do livro. E o segundo momento que as coisas começaram a desandar foi a chegada do prisioneiro Wild Bill Wharton, um arruaceiro que gosta de arrumar confusão e que no final descobrimos que guarda um horrível segredo.

Durante toda história nos é mostrado a luta de Paul para tentar entender John e depois a busca pela absorvição deste. Ao realizar diversos milagres, primeiro curando Paul de uma infecção urinária que já durava um longo período de tempo, depois restabelecendo a saúde do Senhor Guizos e por fim curando a esposa do administrador do presídio, que estava com câncer cerebral, John acaba ganhando a confiança e o respeito de todos aqueles que convivem com ele.

Confesso que chorei muito ao fim do livro, terminei de lê-lo, quando ia de ônibus para a faculdade e não consegui segurar as lágrimas.

Novamente o Sr King nos surpreende com sua forma de escrita que consegue envolver o leitor do começo ao fim. Vale muito, muito mesmo, a pena ler este grande livro.

É isso pessoal. Até a próxima.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Crítica Christine - Stephen King

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Hoje irei falar sobre um clássico da literatura do horror, Christine.

Escrita pelo grande mestre Stephen King, Christine conta a história de Arnie Cunnigham e sua avassaladora paixão por um Plymouth Fury 1958 que faz com que a vida de toda uma cidade seja mudada.

A história é contada em primeira pessoa por Dennis, melhor amigo de Arnie, que presenciou toda a história que se desenrolou antes, durante e após o encontro de Arnie e Christine. Dennis era um daqueles caras populares da escola, capitão do time de futebol e beisebol, e um dos nadadores principais da Associação. Enquanto Arnie era totalmente o oposto, isto é, um perdedor com o rosto tomado por espinhas, magro e totalmente desajeitado com as garotas.

Logo no prólogo nos é apresentado as características dos personagens e a opinião de Dennis sobre esse famigerado romance. Isso é algo muito interessante nos livros do Sr. King, ele consegue em poucas palavras nos fazer ficar grudados na história, a fim de satisfazermos a curiosidade do que vai acontecer na próxima página.

Voltando pra história. Em uma volta para casa, Arnie Cunnigham vê pela primeira vez aquilo que seria a verdadeira desgraça de toda a sua vida e daqueles que vivem próximo a ele, porém cego pela atração que Christine exala, ele enlouquece ao ponto de criar uma obsessão  irracional pelo carro. O Plymouth Fury 1958 encontrava-se em um estado deplorável, coberto por ferrugens e amassados, além de diversos problemas no motor e em seu interior, enfim uma verdadeira lata velha. O seu dono atual, Roland D. LeBay, era um velho soldado com um passado obscuro que no decorrer do livro nos é mostrado e que tem bastante influência no desenrolar da história. Depois de uma negociação acirrada e de diverso protestos de Dennis, Arnie adquire o carro.

É a partir desse ponto que as coisas começam a dar errado. Primeiramente, começam  a ocorrer mudanças físicas em Arnie, seu rosto que antes era coberto de espinhas torna-se mais limpo, seu corpo magro começa adquirir massa muscular e enfim ele começa a ser notado pelas pessoas. Uma dessas pessoas chama-se Leigh Cabot, que no decorrer da história acaba se apaixonando por Arnie. Mas o que parecia ser uma melhora acaba se tornado algo horripilante pois, em contrapartida, a personalidade de Arnie é mudada ao ponto dele começar a viver em função do carro, todas as suas atitudes e decisões são voltadas para Christine o que gera um afastamento das pessoas mais próximas à ele, isto é, seu pai, sua mãe e por fim Dennis. Além disso, traços de LeBay começam a surgir nos trejeitos de Arnie, palavras que o antigo dono de Chistine usava, as dores na coluna, os pontos de vista sobre determinados assuntos e é claro, a obsessão pelo carro.

Cada vez que Arnie vai perdendo um pouco mais das suas características e Christine acaba tornando-se mais nova, como se ela estivesse sugando a força vital do pobre Arnie sem ele perceber.

Depois que Leigh se aproxima de Arnie, ela e Dennis tentam mostrá-lo que a "paixão" que ele sente pelo carro está lhe prejudicando, contudo, Christine ao perceber essa artimanha, começa demonstrar uma certa antipatia, ou melhor, um certo ciúme tanto de Leigh como de Dennis, o que torna o convívio entre eles muito difícil. Além disso, todos os inimigos de Arnie começam a ser assassinados misteriosamente.

Por fim, Dennis tenta com todas as forças descobrir o segredo por trás do carro para mostrar ao seu amigo todo o mal que gira em torno de Christine, isto o leva ao passado da família LeBay e dos acontecimentos que levaram a venda do carro por Roland D. LeBay.

O final é previsível, porém com relação aos livros de Stephen King eu gosto de aplicar aquela famosa frase: "O que vale não é o pote de ouro no final do arco-iris mas, o caminho até encontrá-lo."
O escritor consegue de forma magistral nos prender página por página e, com  plena certeza, não nos arrependemos de ter perdido algumas horas de sono.

A edição que tenho é de bolso da Ponto de Leitura, confesso que as páginas tornam-se um pouco apertadas, mas como geralmente os livros de Stephen King publicados pela Editora Suma de Letras são um pouco caros, vale a pena compra essas edições de bolso, pois são poucos os erros encontrados nessas edições menores, nada muito alarmante.

Quero aproveitar esses espaço pra falar sobre a trilha sonora desse livro, ela é ótima, quando lê-lo tente encontrar as músicas que ele cita, pois são de altíssima qualidade.

É isso pessoal, obrigado e até a próxima.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crítica - V de Vingança (HQ)

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes, hoje me arriscarei a falar não exatamente sobre um livro, mas sobre uma HQ muito especial: V de Vingança.

"O que está por baixo dessa máscara, Sr. Creed, são ideias e ideias são à prova de balas."

Meus caros, quero deixar claro desde o início desta crítica o quão inacreditável e surpreendente foi a leitura dessa HQ, eu praticamente devorei cada página de forma animalesca e mesmo assim consegui sentir todos os sabores que ela propõe passar para o leitor.

Nessa história estamos em uma Inglaterra distópica em que o país é controlado ferozmente por um partido Fascista que se intitula de Nórdica Chama. Como toda Distopia todos os movimentos e vontades da população são reprimidos para que tudo ocorra de acordo com o que o Partido planeja.

Porém como em toda a terra árida, em algum lugar, algum dia, é possível que nasça uma flor, como não poderia ser diferente, também em nossa história isto acontece. A flor em questão é apresentada a nós como codinome V. Ele é um "homem" que sofreu todos os massacres que o Partido impôs durante o seu golpe de tomada do poder. Foi preso, humilhado, torturado e sofreu diversos tratamentos químicos, no entanto, esses tratamentos deram à ele algumas capacidades sobre humanas, como força e inteligência acima do normal. Depois de algum tempo ele começa a projetar a sua fuga e por fim consegue, mas depois da fuga ele embarca numa viagem de vingança contra todo o Partido. Também nos é apresentada a outra personagem principal Evey Hammond, uma garota que é salva por V um pouco antes de ser presa e sofrer coisas muito piores nas mãos da polícia do Partido: Os Homens Dedo. Evey além de protegida, torna-se uma aprendiz de V, com ele, ela começa a perceber o quanto o partido havia lhe tirado.

No decorrer da história V coloca em prática o seu plano para derrubar o partido criando um ideal na mente do povo inglês. É nos mostrado o lado sombrio de cada membro do partido, seus vícios pelo poder e por coisas mais obscuras. E de um por um V vai eliminando, de forma teatral, cada um dos inimigos do povo e dele mesmo.

Quero enfatizar a cena em que Evey é presa e passa por diversas privações imposta pelo próprio V com o fim de prepará-la para o que está por vir. Além da carta deixada por uma das prisioneiras que foi entregue a V em papel higiênico é transmitida a Evey de forma idêntica, isso meus caros, deixa no ar uma carga dramática intensa que me arrepiou diversas vezes.

Por fim, quero falar sobre a escrita do grande Alan Moore e os traços de David Lloyd, eles são F... (Só isso o que tenho a dizer)

Vale muito a pena embarcar nessa história inacreditável e surpreendente.

É isso pessoal, espero que tenham gostado e até a próxima.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Deu no New York Times: O Brasil Segundo um Estrangeiro

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Fugindo um pouco da temática fantasia, hoje me aventuro a fazer uma resenha de um livro totalmente jornalístico.

Deu no New York Times foi um livro que me chamou a atenção principalmente, por eu ser um admirador dessa profissão. Me lembro bem que ao comprá-lo, na bienal do livro de Pernambuco do ano de 2013, me veio a mente a ideia de saber como o Brasil é visto por pessoas de fora. E é exatamente isso que ele reproduz.

O escritor é Larry Rohter, um jornalista de profissão que casou com uma brasileira e se apaixonou pelo país da esposa. Quando surgiu a oportunidade de ele assumir o cargo de correspondente no Brasil nos anos 70 pela revista NewsWeek ele aceitou sem titubear, passou cerca de 10 anos atuando nessa função, escrevendo e conhecendo o lado cultural, político, econômico e sociológico do Brasil, logo depois voltou para cá em 1999 e ficou até 2007, novamente se aprofundando no conhecimento da história do nosso país. Durante todo esse período foram mais de 500 reportagens publicadas que trouxe para ele muitos prêmios e alguns desafetos.

O livro é dividido em tópicos, onde Larry mescla entre as notícias publicadas e notas pessoais sobre determinados assuntos.

É interessante ver a opinião dele no que diz respeito a nossa cultura. Ele se mostra um ardente admirador de nossa música, citando em muitos momento dois grandes expoentes da MPB, Caetano e Gil, e com um tom ácido, faz uma crítica a todos aqueles que não dão valor a sua cultura, achando que tudo que vem de fora é melhor do que aquilo que existe aqui dentro. Ainda nesse ponto, ele toca em assunto polêmicos, como por exemplo, a discussão que surgiu entre as vendedoras de acarajé na Bahia, pois muitas vendedora não seguiam os preceitos que a cultura baiana "estipulava".

Ao falar sobre a sociedade brasileira, ele cita os pontos que todos nós já conhecemos, isto é, o fato de sermos vistos lá fora como um povo alegre, bonito, acolhedor, prestativo, mas ao mesmo tempo, ele cita que o "jeitinho brasileiro" que todos nós temos o costume de usar, alguns de uma forma mais intensa que outros, é visto como uma mácula pelos estrangeiros, pois o fato de querermos nos dar bem em tudo, a famosa Lei de Gérson, nos faz muitas vezes passar pelos limites éticos e morais básicos para o bom convívio.

O ponto mais crítico de todos, durante o período que Larry esteve atuando como correspondente, se deu nos momentos em que ele falava sobre política. Com uma opinião muito forte sobre o PT ele exprime toda a sua surpresa ao ver a mudança que o partido teve em seus ideais filosóficos. Ficou conhecido mundialmente ao publicar uma reportagem sobre os pequenos vícios ligados a bebida do Ex-Presidente Lula, que quase causou a sua extradição do Brasil. Em minha opinião, quando falava sobre política Larry deixava a imparcialidade jornalística de lado, mostrando seu viés de pensamento para todos verem, ou melhor lerem.

Entre textos cômicos e altamente informativos, o livro consegue nos prender, contudo, essa uma daquelas leituras que se devem ler de maneira esporádica, pois diferente de um conto, se você passar muito tempo sem lê-la você não irá se perder. Com o decorrer do tempo, você vai acabar percebendo que já tinha ouvido falar de algumas dessas notícias e que agora você irá realmente lê-las.

A Editora Objetiva está de parabéns pela belíssima edição, com uma capa simples porém bonita ela consegue trazer toda a elegância dos grandes jornais, além disso a diagramação está ótima.

No final da leitura aprendemos a valorizar um pouco mais o que temo. E esse é o maior trunfo deste livro.

É isso pessoal, até a próxima.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Na Companhia das Estrelas de Peter Heller nos faz pensar sobre o bem que fazemos.

Foto: LiterAgindo

Por: Jonathas Passos

O que lhe prende aqui na terra? Esse, a meu ver, é o questionamento principal do livro Na Companhia das Estrelas de Peter Heller.

A história nos apresenta um cenário pós-apocalíptico em que quase toda a vida da terra é devastada por uma doença que ninguém conseguiu identificar e erradicar. Sei que esse tema atualmente tem sido explorado em demasia, contudo, aguenta ai que as coisas vão começar a ficar interessantes.

Logo de cara nos é apresentado o personagem principal e narrador da história, Hig, ou se quiser chama-lo pelo nome completo Grande Hig. Nosso herói é um daqueles personagens simples que tiveram que sofrer as maiores perdas que um ser humano pode suportar, isto é, além de presenciar o seu mundo sendo destruído aos poucos, ele teve que ver a mulher que amava ser consumida pela famigerada doença. Os companheiros de Hig são: seu cão Jasper, que é um cachorro bastante velho e que o acompanha em algumas de suas aventuras e; Bangley, que é o personagem que mais nos surpreende em toda a história, e é por ele que nós, leitores que deixamos nos envolver muito pela narrativa, iremos sentir todas as emoções possíveis, que vai desde a repulsa até o amor. (sério, ele é demais!!). E, ainda tem a Fera. Não, não é o que vocês estão pensando, trata-se de um avião que é onde Hig voa a procura de tudo o que o seu coração deseja.

O local que este grupo chama de casa é uma pequena cidade que se tornou uma fortaleza para eles. Nove anos se passaram desde que a devastação começou e, desde então, eles vivem num tipo de companheirismo, aonde cada um realiza uma tarefa essencial para sobrevivência. Enquanto Hig cuida da caça, plantações e todas as outras atividades manuais, além de observar o perímetro voando na Fera. Bangley é um tipo de chefe de segurança, ele cuida das armas e de todas as táticas de defesa. Nesse ponto quero deixar bem claro que ao contrário das histórias pós-apocalípticas da atualidade, nesta não encontramos zumbis e sim pessoas que fazem de tudo pela sobrevivência, além das famílias que possuem a doença, mas que não são hostis.

Deve-se notar que o relacionamento entre Hig e Bangley não é dos mais amistosos, haja vista, que eles são muito diferentes em personalidade.

E como nem tudo nessa história são flores, Hig sofre outra perda irreparável, em um dia de caça, seu cão Jasper morre e é a partir dai que a busca do nosso herói começa.

Em uma das rotineiras rondas para observar o perímetro da cidade na Fera Hig, acaba escutando um pedido de socorro, o que é o ponto primordial para todo o desenrolar da história do livro. Ansiando fazer o bem, ele empreende uma viagem em busca dessa(s) pessoa(s)

Durante essa viagem ele acaba encontrando duas pessoas que também conseguiram sobreviver após a doença. Papi, que é um homem idoso, mas com todo o vigor físico e que empreende com Hig uma das conversas, sem palavras, mais engraçadas de todo o livro, e, Cima, que é a filha de Papi e que possui uma história parecida com a de Hig. O encontro deles foi um tanto hostil, porém, logo conseguem se entender e nasce entre eles, principalmente entre Cima e Hig, um relacionamento afetivo. Depois de algum tempo vivendo juntos eles decidem voltar para “casa”, para perto de Bangley. Na volta eles acabam escutando o chamado novamente, e ainda com a busca por fazer o bem, Hig decide ir até o local de onde saiu a mensagem. Quando chegam lá, descobrem que esse chamado, na verdade é uma emboscada, porém os vilões não contavam com a perícia de Papi com as armas. Por fim, eles conseguem voltar para casa mas...

Durante o período em que Hig estava fora, a cidade foi atacada e Bangley foi mortalmente ferido defendo aquilo que chamavam de lar. Por sorte e com os conhecimentos médicos de Cima, Bangley consegue sobreviver.

O fim é simples, e eu não vou contar, mas vale a pena.

Devo parabenizar a novo conceito pela belíssima edição do livro e a capa mostra tudo aquilo que deve mostrar, dois amigos olhando para o infinito em busca de um novo recomeço.

A única observação negativa que tenho a fazer do livro é a falta de identificação nos diálogos, pois em alguns momentos fica difícil saber o que é pensamento e o que é fala dos personagens por não haver aspas, travessões e outros sinais de identificação.

Na Companhia das Estrelas é um livro poético, em que observamos que pra fazer o bem não tem hora, nem lugar.

Trecho Preferido:

“Certa vez ela me disse que era mais feliz sendo o que quer que fosse. Muito mais feliz do que esperando.”

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