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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Nunca mais havia soluçado de tanto chorar com um livro. Esta é a mais pura verdade.

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva


Estou escrevendo esta crítica ainda em êxtase. Ainda com toda a história de um garoto chamado Mark que, cansado de conviver com uma doença que ia e voltava, decidiu cumprir uma promessa que havia feito a seu avô: subir o monte Rainier, um lugar incrível situado em Seattle, Estados Unidos. 

A mais pura verdade, livro que você vê na foto deste post, foi uma indicação de uma grande amigo que vocês conhecem bem: Jonathas Passos. Ele me indicou quando o perguntei sobre livros que fossem no mesmo estilo de outro que havia lido, Quando tudo volta. Ele me indicou este e, mesmo com muita vontade, só agora pude ler. Resumo: ainda o estou agradecendo pela indicação. A propósito, obrigado John. 

O livro, como iniciei este texto, conta a história de Mark, um garoto que sofre com o câncer e que está cansado da maneira como é tratado, com aqueles olhares cheios de pena. Ele então resolve sair atrás de um sonho: escalar e chegar ao topo do Monte Rainier, uma montanha que seu avô, que fora aventureiro quando novo, havia escalado e comentado com ele. Dizendo que quando ele estivesse livre do câncer, ele o levaria até lá. Isso não aconteceu. Seu avô faleceu antes disso. Pouco depois ele descobre que seu câncer voltou, então ele começa a aventura.

Compra passagens e, com seu cão, sai para a aventura da sua vida. Bola um plano onde seus pais demorariam a encontra-lo. A única pessoa que sabia de tudo era sua melhor amiga, Jess. Ela poderia dizer desde o início doo desaparecimento de Mark onde ele estava indo, mas ela não faz isso. Ela havia prometido a ele guardar segredo, apesar de tudo. E é isso que amigos fazem, eles guardam segredos.

Durante essa aventura ele passa por diversas aventuras. Você, como diz na capa do livro, vai querer abraçar Mark. Ele é incrível. Beau, seu cão, é incrível. A história toda e incrível. A leitura nos ensina diversas coisas, entre elas a de que você nunca esta sozinho. A de que algumas pessoas estão muito perto de você, mesmo estando fisicamente distantes. Descobre o quanto um cão pode ser leal ao seu dono. 

Indico este livro a qualquer pessoa que aprecie uma boa leitura. Ah, e prepare os lenços, pois você com certeza vai soluçar de tanto chorar com esta história espetacular.

terça-feira, 14 de junho de 2016

The Leftovers: um livro que tive que dar mais que uma chance

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva

Eu não conhecia esse livro, apenas o título e pensei que se tratava apenas do seriado da HBO. Pois bem, quando fui comprar uns ovos de páscoa, sim, sou desses capitalistas que presenteiam em datas criadas pelo comércio, vi o livro naquele lugar perto do caixa. Quando vi a excelente capa e o preço que estava em destaque, não pensei duas vezes: peguei e levei junto com os ovos ao caixa. 

Não demorei para começar a ler The Leftovers (Tom Perrotta). A sinopse dele era convidativa e, como vi muitos comentários positivos, me apressei para iniciar a leitura. Confesso que não tive a mesma rapidez para terminar. Primeiro que o início do livro é muito chato. Toda a primeira parte é muito parada e você precisa, como disse meu amigo John, dar uma chance a história para seguir em frente. Eu dei essa chance e fui até o final. 

O livro tem como protagonista a família Garvey, que é formada por Kevin (meu personagem preferido), Laurie, Tom e Jill e se passa na cidade nova-iorquina de Mapleton. Num determinado ano, no mês de outubro, acontece um fato que muitos acreditam ser o arrebatamento cristão. Como que num passe de mágica, diversas pessoas, no mundo inteiro, somem sem deixar rastros. É a partir daí que tem início essa louca história.

Uma das consequências desses acontecimentos sem explicações é o surgimento de seitas e diversas comunidades que pregam o que querem. É aí que a família Garvey se desmantela. O filho mais velho do casal, Tom, deixa a faculdade e passa a seguir um louco religioso. A esposa de Kevin, Laurie, passa a fazer parte de um grupo chamado Remanescentes Culpados, que pregava que não se podia achar que aquilo tinha sido algo normal, que em hipótese alguma se deveria tentar voltar a ter uma vida normal. Restaram na família Kevin, que depois disso tudo se torna prefeito de Mapleton, e Jill, que com a família em ruínas passa a sofrer com isso.

A história vai fluindo bem e você se empolga a partir da segunda parte do livro. Já no final você volta a sentir aquela preguiça em terminar a leitura, mas ai você lembra que precisa dar uma chance a Perrotta e continua. Você vai torcer por Kevin e Nora. Você vai gostar de Aimee. E se você tiver a mesma percepção que eu, vai achar a parte do livro direcionada ao Tom uma das mais Zzzz. O final não é dos melhores pelo simples fato de que ele não dá um final. Fica tudo em aberto e acho que esse foi o gancho da HBO, pois podem produzir várias temporadas do seriado. 

Eu não posso deixar de aconselhar que leiam, pois acho que vocês devem tirar suas próprias conclusões. Mas se assim o fizer, lembrem do conselho que recebi e deem uma, duas, três chances ao livro, garanto que gostarão da história. 

Abraço e até a próxima.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Um pouco de Animais Fantásticos e Onde Habitam

Foto: Literagindo
Por Leandro Silva

Para quem acompanha o mundo mágico de Harry Potter sabe que, além dos livros da saga, há vários outros títulos que pertencem a esse mundo encantador. Lembro que eles também são escritos pela magnífica JK Rowling. Bem, é justamente um desses livros que chegará aos cinemas no final desse ano, numa incrível adaptação feita pela Warner Bros., pelo menos isso é o que mostra o trailer.

Mas aí eu te pergunto: você já leu o livro Animais Fantásticos e Onde Habitam? É, esse aí da foto? Ainda não? Então presta atenção que eu vou falar pra você um pouco dele, mas depois vê se pega um exemplar e lê de fato.

Pra começo de história, o livro é uma edição especial. Se você não percebeu, diz que pertence a Harry Potter, isso porque esta edição tem sua arrecadação destinada a uma organização beneficente e acharam que pegar o livro do bruxinho e republicar "daria um melhor retorno financeiro", já que contém todas as suas anotações como estudante. O livro ainda tem o prefácio escrito pelo grande Dumbledore, amigo de Newt Scamander, autor do livro.

Se você acha que o livro conta alguma história mágica ou aventura do autor, está totalmente enganado. No início do livro ele conta um pouco da história do autor ~fictício ~ do livro, como ele viajou atrás das criaturas mágicas e como se tornou o melhor neste assunto. Aposentado do Ministério da Magia, é a pessoa mais indicada quando se fala nas criaturas mágicas, seja ela qual for. Também fala sobre a diferença entre 'ser' e 'animal' no mundo bruxo. Pronto, depois disso o livro fala absolutamente das criaturas e como se proteger delas.

Vale a leitura? Vale. Você entende muitos dos animais que mostram na saga do bruxo e como eles foram criados. Ele mistura o mundo bruxo e trouxa, já que alguns dos animais vivem em nosso mundo também - já ouviu falar do Dodô? Pois bem. Sabe o motivo de eletrodomésticos novos darem defeitos? "Ele explica". Ah, sabia que o "Monstro do Lago Ness" é, na verdade, um "Cavalo-do-Lago"? Garanto que não.

Ao que me parece, o filme vai contar as histórias de Scamander junto a essas criaturas, como as descobriu e vai contar muito a sua história de vida, já que teremos aí ele jovem nas telonas. A citação de Dumbledore não foi em vão, está tudo amarrado. Rowling está envolvida no roteiro do filme, que terá continuação, justamente por conta disto, pois pode desenvolver histórias dentro da história principal do livro.

O livro é curto, tem 63 páginas e você lê rapidamente. A parte que descreve as criaturas pode ser massante, mas não deixa de ser interessante no final. Aconselho a leitura, mas não quer dizer que precise de fato ler antes de assistir o filme. Uma coisa não se prende a outra.

Espero que tenham gostado da crítica, abraço e até a próxima.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Um pouco sobre ‘O Teorema Katherine’

Foto: Literagindo
Se tem uma coisa que gosto de analisar quando termino de ler um livro é o quanto eu aprendi com ele. Todos os livros nos ensinam algo, ou deveriam ensinar. É algo intrínseco a eles e devemos aproveitar da melhor maneira possível. E quando terminei de ler 'O Teorema Katherine', do John Green, não foi diferente.

O livro é extremamente engraçado e inteligente. A parte inteligente é por conta do personagem principal, o Colin. Garoto prodígio, ele se vê aos prantos quando sua namorada, perto de completar o primeiro aniversário de namoro, termina com ele. A K-19 era sua décima nona namorada chamada Katherine.

Colin é socorrido por Hassan, seu amigo muçulmano que não quer graça com a faculdade. Engraçado desde a primeira aparição na história, Hassan nos diverte até a última página do livro e junto com Colin passa por situações de todo tipo e prova que uma amizade entre duas pessoas é algo mútuo, onde um completa o outro de alguma maneira.

O Teorema Katherine é algo que o Colin tenta criar para justificar o porquê sempre suas namoradas teminam com ele. Ele quer criar este teorema para saber quando o próximo namoro dele chegará ao fim. Ah, e o motivo do nome do teorema você já deve imaginar.

Bem, voltando a história do livro, ele tem início quando, desolado, Colin e Hassan saem por aí para distrair a mente e acabam parando num lugar chamado Gutshot, no Tennessee. Lá eles conhecem a incrível e meiga Lindsey, onde passam por grandes aventuras. Esse lugar será um divisor de águas na vida dos dois garotos.

Livro leve e inteligente, recomendo que leiam até o apêndice. É algo sensacional. Sem falar que você tem a sensação de que o Green está aí do lado te contando a história - ah, e leiam também as notas de rodapé.

Bom, é isso pessoal. Boa leitura!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crítica - Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz - C. S. Lewis

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos.

Olá LiterAgentes.

Quando falamos da obra de C. S. Lewis a maioria de nós tende a pensar, em primeiro lugar, na sua famosa criação: As Crônicas de Nárnia. Mas de suas mãos surgiram livros e histórias muito marcantes dentre as quais vamos nos focar na reflexiva obra: Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz.

A vida de Lewis no âmbito espiritual foi um pouco conturbada. Criado desde o nascimento dentro da fé cristã, quando atingiu a adolescência tornou-se um ateu convicto o que, de certo modo, ajudou a tornar-se um grande acadêmico ao ponto de ter elaborado teses que são estudadas até hoje. Mas existiu um fator que lhe influenciou para o retorno ao cristianismo e esse fator chamava-se J. R. R. Tolkien, aquele mesmo, o criado do Senhor dos Anéis. Tolkien foi um forte influenciador para que Lewis voltasse para a fé cristã. Para saber um pouco mais sobre a historia de vida de C. S. Lewis eu indico o filme Shadowlands, que tem uma interpretação magnifica de Anthony Hopkins como o nosso querido escritor.

Mas enfim, vamos ao livro. Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz foi escrito em 1942 em plena segunda guerra mundial e foi dedicado especialmente ao J. R. R. Tolkien. O mundo passava por um sério declínio moral e espiritual, então Lewis teve a genial ideia de escrever um livro em que, de modo sarcástico e ácido, ele narra um troca de cartas entre dois demônios, onde um tio ensina ao seu sobrinho como afastar as pessoas de sua fé e de um possível conforto espiritual.

Fitafuso é um demônio experiente que tenta mostrar ao seu sobrinho Vermebile os meandros do trabalho de um Demônio Tentador e de como usar as circunstâncias ao redor com o fim de tirar as pessoas da mão de seu inimigo(Deus).

É engraçado como Lewis utiliza de situações corriqueiras que acontecem nas comunidades cristãs que podem fazer com que as pessoas sintam-se excluídas e mal recebidas no meio do povo de Deus. Bem como ele utiliza de situações agravantes em períodos de guerra que podem fazer o homem culpar Deus por todos os problemas do mundo. Os ensinamentos de Fitafuso vão desde o relacionamento da família do cliente, até o seu ambiente de trabalho, passando pelos momentos de divertimento.

Ao ler esse livro nós acabamos nos identificando com certas situações que as vezes nos passam despercebidas, mas que acontecem cotidianamente e que vistas sobre uma outra ótica diferente podem ser utilizadas como lições de vida.

A única crítica negativa que tenho dessa edição são as páginas brancas que em alguns casos dificultam a leitura, principalmente quando estamos na luz natural. Fora isso a editora WMF Martins Fontes está de parabéns. 

Mesmo que você não professe a fé cristã este é um livro que deve ser lido pra vida. Além de ser muito reflexivo é um livro totalmente divertido de ler, pois em cada capítulo ele nos traz uma situação nova em que vemos Fitafuso se irritar com a incompetência se seu sobrinho ou parabenizá-lo por suas conquistas.

Termino essa crítica fazendo um citação do livro:

"A fina flor da profanação só pode crescer se for plantada perto do Sagrado. Em nenhum lugar a nossa tentação é tão bem sucedida quanto nos próprios pés do Altar."
É isso pessoal e até a próxima.

terça-feira, 28 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica Uma Longa Jornada

Foto: LiterAgindo
 Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje nós iremos falar um pouco sobre o romance Uma Longa Jornada de Nicholas Sparks.

Acomode-se e assista mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.



Trailer do Filme


É isso pessoal e até a próxima!

terça-feira, 21 de abril de 2015

LiterAgindo - Crítica O Lobo de Wall Street

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes.

Hoje iremos falar um pouco sobre essa autobiografia de Jordan Belfort que rendeu até uma grande produção de Hollywood.

Então acomode-se e curta mais um vídeo de críticas do LiterAgindo.


É isso pessoal e até a próxima.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Crítica Christine - Stephen King

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes!

Hoje irei falar sobre um clássico da literatura do horror, Christine.

Escrita pelo grande mestre Stephen King, Christine conta a história de Arnie Cunnigham e sua avassaladora paixão por um Plymouth Fury 1958 que faz com que a vida de toda uma cidade seja mudada.

A história é contada em primeira pessoa por Dennis, melhor amigo de Arnie, que presenciou toda a história que se desenrolou antes, durante e após o encontro de Arnie e Christine. Dennis era um daqueles caras populares da escola, capitão do time de futebol e beisebol, e um dos nadadores principais da Associação. Enquanto Arnie era totalmente o oposto, isto é, um perdedor com o rosto tomado por espinhas, magro e totalmente desajeitado com as garotas.

Logo no prólogo nos é apresentado as características dos personagens e a opinião de Dennis sobre esse famigerado romance. Isso é algo muito interessante nos livros do Sr. King, ele consegue em poucas palavras nos fazer ficar grudados na história, a fim de satisfazermos a curiosidade do que vai acontecer na próxima página.

Voltando pra história. Em uma volta para casa, Arnie Cunnigham vê pela primeira vez aquilo que seria a verdadeira desgraça de toda a sua vida e daqueles que vivem próximo a ele, porém cego pela atração que Christine exala, ele enlouquece ao ponto de criar uma obsessão  irracional pelo carro. O Plymouth Fury 1958 encontrava-se em um estado deplorável, coberto por ferrugens e amassados, além de diversos problemas no motor e em seu interior, enfim uma verdadeira lata velha. O seu dono atual, Roland D. LeBay, era um velho soldado com um passado obscuro que no decorrer do livro nos é mostrado e que tem bastante influência no desenrolar da história. Depois de uma negociação acirrada e de diverso protestos de Dennis, Arnie adquire o carro.

É a partir desse ponto que as coisas começam a dar errado. Primeiramente, começam  a ocorrer mudanças físicas em Arnie, seu rosto que antes era coberto de espinhas torna-se mais limpo, seu corpo magro começa adquirir massa muscular e enfim ele começa a ser notado pelas pessoas. Uma dessas pessoas chama-se Leigh Cabot, que no decorrer da história acaba se apaixonando por Arnie. Mas o que parecia ser uma melhora acaba se tornado algo horripilante pois, em contrapartida, a personalidade de Arnie é mudada ao ponto dele começar a viver em função do carro, todas as suas atitudes e decisões são voltadas para Christine o que gera um afastamento das pessoas mais próximas à ele, isto é, seu pai, sua mãe e por fim Dennis. Além disso, traços de LeBay começam a surgir nos trejeitos de Arnie, palavras que o antigo dono de Chistine usava, as dores na coluna, os pontos de vista sobre determinados assuntos e é claro, a obsessão pelo carro.

Cada vez que Arnie vai perdendo um pouco mais das suas características e Christine acaba tornando-se mais nova, como se ela estivesse sugando a força vital do pobre Arnie sem ele perceber.

Depois que Leigh se aproxima de Arnie, ela e Dennis tentam mostrá-lo que a "paixão" que ele sente pelo carro está lhe prejudicando, contudo, Christine ao perceber essa artimanha, começa demonstrar uma certa antipatia, ou melhor, um certo ciúme tanto de Leigh como de Dennis, o que torna o convívio entre eles muito difícil. Além disso, todos os inimigos de Arnie começam a ser assassinados misteriosamente.

Por fim, Dennis tenta com todas as forças descobrir o segredo por trás do carro para mostrar ao seu amigo todo o mal que gira em torno de Christine, isto o leva ao passado da família LeBay e dos acontecimentos que levaram a venda do carro por Roland D. LeBay.

O final é previsível, porém com relação aos livros de Stephen King eu gosto de aplicar aquela famosa frase: "O que vale não é o pote de ouro no final do arco-iris mas, o caminho até encontrá-lo."
O escritor consegue de forma magistral nos prender página por página e, com  plena certeza, não nos arrependemos de ter perdido algumas horas de sono.

A edição que tenho é de bolso da Ponto de Leitura, confesso que as páginas tornam-se um pouco apertadas, mas como geralmente os livros de Stephen King publicados pela Editora Suma de Letras são um pouco caros, vale a pena compra essas edições de bolso, pois são poucos os erros encontrados nessas edições menores, nada muito alarmante.

Quero aproveitar esses espaço pra falar sobre a trilha sonora desse livro, ela é ótima, quando lê-lo tente encontrar as músicas que ele cita, pois são de altíssima qualidade.

É isso pessoal, obrigado e até a próxima.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crítica - V de Vingança (HQ)

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Olá LiterAgentes, hoje me arriscarei a falar não exatamente sobre um livro, mas sobre uma HQ muito especial: V de Vingança.

"O que está por baixo dessa máscara, Sr. Creed, são ideias e ideias são à prova de balas."

Meus caros, quero deixar claro desde o início desta crítica o quão inacreditável e surpreendente foi a leitura dessa HQ, eu praticamente devorei cada página de forma animalesca e mesmo assim consegui sentir todos os sabores que ela propõe passar para o leitor.

Nessa história estamos em uma Inglaterra distópica em que o país é controlado ferozmente por um partido Fascista que se intitula de Nórdica Chama. Como toda Distopia todos os movimentos e vontades da população são reprimidos para que tudo ocorra de acordo com o que o Partido planeja.

Porém como em toda a terra árida, em algum lugar, algum dia, é possível que nasça uma flor, como não poderia ser diferente, também em nossa história isto acontece. A flor em questão é apresentada a nós como codinome V. Ele é um "homem" que sofreu todos os massacres que o Partido impôs durante o seu golpe de tomada do poder. Foi preso, humilhado, torturado e sofreu diversos tratamentos químicos, no entanto, esses tratamentos deram à ele algumas capacidades sobre humanas, como força e inteligência acima do normal. Depois de algum tempo ele começa a projetar a sua fuga e por fim consegue, mas depois da fuga ele embarca numa viagem de vingança contra todo o Partido. Também nos é apresentada a outra personagem principal Evey Hammond, uma garota que é salva por V um pouco antes de ser presa e sofrer coisas muito piores nas mãos da polícia do Partido: Os Homens Dedo. Evey além de protegida, torna-se uma aprendiz de V, com ele, ela começa a perceber o quanto o partido havia lhe tirado.

No decorrer da história V coloca em prática o seu plano para derrubar o partido criando um ideal na mente do povo inglês. É nos mostrado o lado sombrio de cada membro do partido, seus vícios pelo poder e por coisas mais obscuras. E de um por um V vai eliminando, de forma teatral, cada um dos inimigos do povo e dele mesmo.

Quero enfatizar a cena em que Evey é presa e passa por diversas privações imposta pelo próprio V com o fim de prepará-la para o que está por vir. Além da carta deixada por uma das prisioneiras que foi entregue a V em papel higiênico é transmitida a Evey de forma idêntica, isso meus caros, deixa no ar uma carga dramática intensa que me arrepiou diversas vezes.

Por fim, quero falar sobre a escrita do grande Alan Moore e os traços de David Lloyd, eles são F... (Só isso o que tenho a dizer)

Vale muito a pena embarcar nessa história inacreditável e surpreendente.

É isso pessoal, espero que tenham gostado e até a próxima.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Crítica O Guardião de Memórias - Kim Edwards

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Um dos meus códigos de conduta literária é: Sempre leia o livro até o final. Na maioria das vezes sou presenteado com histórias maravilhosas e cheias de reviravoltas, porém, em outras, me sinto num martírio sem fim, implorando por tudo o que é mais sagrado que o livro chegue logo a sua conclusão. E foi exatamente isso que aconteceu enquanto eu lia O Guardião de Memórias.

Kim Edwards é uma romancista premiada e essa obra, em específico, ficou durante muito tempo em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. (Confesso que até hoje me pergunto Como? e Por Que?)

Bem, vamos ao livro. A história acompanha a vida de Norah e David, recém-casados eles aguardam ardentemente a vinda do primeiro filho, contudo no dia do parto uma surpresa acontece, Norah dá a luz a gêmeos, Paul e Phoebe, Paul nasce extremamente saudável, enquanto Phoebe vem ao mundo com Síndrome de Down. 

Marcado por lembranças trágicas do passado David toma uma decisão extrema, ele decide dar Phoebe para que ela seja criada por outra pessoa, porém, lhe falta a coragem de dizer a Norah o que ele havia feito, então mente ao afirmar que a menina veio ao mundo morta.

Depois de 25 anos desse evento catastrófico, as marcas dessa decisão afetam de forma intensa a vida dessa família. Norah passa todo esse tempo sentindo a morte da filha, sentindo o fato de se quer tê-la visto uma única vez, pois por ter sido um parto difícil ela ficou inconsciente durante todo o tempo. David não consegue conviver com aquilo que fez, por isso acaba obcecado por máquinas fotográficas e fotos de crianças. Paul se torna um jovem tímido e retraído, causando diversos problemas ao seus país, envolvendo-se com pessoas erradas e com uma vontade imensa de saber um pouco mais sobre a sua irmã morta. Cada vez mais a família vai se desgastando e eles acabam minando todos os laços que os uniam.

Em contra partida, Phoebe cresce em uma família totalmente amável, tendo por mãe a pessoa de Caroline, a antiga assistente de David em seu consultório. Caroline tenta fazer com que a vida de Phoebe seja a mais normal possível, no entanto ela sofre diversos problemas e perseguições para conseguir o seu intento.

Mesmo com um escopo tão promissor, o livro não conseguiu me prender. Exitem momentos no texto em que a descrição da cena é tão desnecessariamente aprofundada que o maior desejo é passar pra outra página ou até mesmo para o outro capitulo, posso citar como exemplo um trecho em que Norah sofrendo pela filha, está tomando vinho em frente a lareira e com esse pequeno momento a autora consegue ocupar uma folha e meia só de descrição, do crepitar da chama a gota de vinho que escorre da taça.

Mas obviamente nem tudo deu errado. Os últimos momentos do livro conseguem trazer a carga emocional que ele tanto necessita. Paul e seu violão, os momentos Phoebe e Caroline são momentos bons, mas que mesmo assim não conseguem salvar o panorama geral do livro.

Falando da edição, a Editora Arqueiro consegue com sua sutileza fazer artes maravilhosas e a capa do livro é a tradução perfeita disso.

Bom LiterAgentes é isso. Obrigado e até a próxima.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Deu no New York Times: O Brasil Segundo um Estrangeiro

Foto: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Fugindo um pouco da temática fantasia, hoje me aventuro a fazer uma resenha de um livro totalmente jornalístico.

Deu no New York Times foi um livro que me chamou a atenção principalmente, por eu ser um admirador dessa profissão. Me lembro bem que ao comprá-lo, na bienal do livro de Pernambuco do ano de 2013, me veio a mente a ideia de saber como o Brasil é visto por pessoas de fora. E é exatamente isso que ele reproduz.

O escritor é Larry Rohter, um jornalista de profissão que casou com uma brasileira e se apaixonou pelo país da esposa. Quando surgiu a oportunidade de ele assumir o cargo de correspondente no Brasil nos anos 70 pela revista NewsWeek ele aceitou sem titubear, passou cerca de 10 anos atuando nessa função, escrevendo e conhecendo o lado cultural, político, econômico e sociológico do Brasil, logo depois voltou para cá em 1999 e ficou até 2007, novamente se aprofundando no conhecimento da história do nosso país. Durante todo esse período foram mais de 500 reportagens publicadas que trouxe para ele muitos prêmios e alguns desafetos.

O livro é dividido em tópicos, onde Larry mescla entre as notícias publicadas e notas pessoais sobre determinados assuntos.

É interessante ver a opinião dele no que diz respeito a nossa cultura. Ele se mostra um ardente admirador de nossa música, citando em muitos momento dois grandes expoentes da MPB, Caetano e Gil, e com um tom ácido, faz uma crítica a todos aqueles que não dão valor a sua cultura, achando que tudo que vem de fora é melhor do que aquilo que existe aqui dentro. Ainda nesse ponto, ele toca em assunto polêmicos, como por exemplo, a discussão que surgiu entre as vendedoras de acarajé na Bahia, pois muitas vendedora não seguiam os preceitos que a cultura baiana "estipulava".

Ao falar sobre a sociedade brasileira, ele cita os pontos que todos nós já conhecemos, isto é, o fato de sermos vistos lá fora como um povo alegre, bonito, acolhedor, prestativo, mas ao mesmo tempo, ele cita que o "jeitinho brasileiro" que todos nós temos o costume de usar, alguns de uma forma mais intensa que outros, é visto como uma mácula pelos estrangeiros, pois o fato de querermos nos dar bem em tudo, a famosa Lei de Gérson, nos faz muitas vezes passar pelos limites éticos e morais básicos para o bom convívio.

O ponto mais crítico de todos, durante o período que Larry esteve atuando como correspondente, se deu nos momentos em que ele falava sobre política. Com uma opinião muito forte sobre o PT ele exprime toda a sua surpresa ao ver a mudança que o partido teve em seus ideais filosóficos. Ficou conhecido mundialmente ao publicar uma reportagem sobre os pequenos vícios ligados a bebida do Ex-Presidente Lula, que quase causou a sua extradição do Brasil. Em minha opinião, quando falava sobre política Larry deixava a imparcialidade jornalística de lado, mostrando seu viés de pensamento para todos verem, ou melhor lerem.

Entre textos cômicos e altamente informativos, o livro consegue nos prender, contudo, essa uma daquelas leituras que se devem ler de maneira esporádica, pois diferente de um conto, se você passar muito tempo sem lê-la você não irá se perder. Com o decorrer do tempo, você vai acabar percebendo que já tinha ouvido falar de algumas dessas notícias e que agora você irá realmente lê-las.

A Editora Objetiva está de parabéns pela belíssima edição, com uma capa simples porém bonita ela consegue trazer toda a elegância dos grandes jornais, além disso a diagramação está ótima.

No final da leitura aprendemos a valorizar um pouco mais o que temo. E esse é o maior trunfo deste livro.

É isso pessoal, até a próxima.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Warlock retrata uma extraordinária guerra travada no Antigo Egito.

Fonte: LiterAgindo

Por Jonathas Passos

Confesso que nunca tinha ouvido falar nesse incrível escritor chamado Wilbur Smith antes de ler o seu grande best-seller Warlock, e hoje me arrependo muito de não o ter conhecido antes.

Comprei esse livro na promoção em um dos sebos daqui do Recife (caros leitores frequentem mais os sebos, pois o Ministério da Leitura afirma que faz muito bem à saúde e ao bolso) e ele foi minha última escolha, mas graças a Deus eu o trouxe, que grata surpresa ele me proporcionou.

O livro é o último de uma série de três: O Último Deus do Egito, O Sétimo Papiro e por fim Warlock. Ele conta a história de Taita que é um ex-escravo, ex-conselheiro real e um mago de amplos poderes que recebe uma derradeira missão dada por Lotris, a mulher que ele amou, e que vem em sonho lhe pedir para proteger e guiar o filho do Faraó Tamose até o trono do Egito.

O jovem príncipe Nefer perde seu pai devido a um golpe armado pelo melhor amigo do faraó e seu principal Guardador Real, o Comandante Naja, desacreditado ele é levado a pensar que seu pai foi morto em batalha pelo exercito inimigo, porém com o decorrer da história e com a ajuda de Taita ele acaba descobrindo o plano sórdido de Naja. Nefer e Taita fogem e a partir de então o mago começa um treinamento para preparar o príncipe para o que está porvir. Com cenários que vão de desertos enormes, passa por montanhas solitárias e chega a cidades esquecidas, somos presos a cada página em uma série de ensinamentos que a sabedoria de Taita nos presenteia.

Nefer tem o dever de tentar mostra que é digno de recuperar o trono e unificar o Egito, o que por sinal se mostra uma tarefa árdua. Durante o caminho ele acaba se apaixonando pela filha do Rei Hicso, companheiro de Naja em suas armações e que acaba tendo um fim horrível, mas no ultimo momento se redime, pois salva sua filha. As cenas engraçadas da história se dão no relacionamento entre Nefer e Mintaka e na capacidade dos dois de suportar e aprender a amar um ao outro.

No fim, Nefer acaba retornando, e devido a sua coragem e seu empenho ele conquista a confiança do povo para travar uma batalha épica contra Naja, com direito a uma corrida de bigas, chamada de Percurso Vermelho, que te faz suar frio a cada volta.

Taita é um daqueles personagens que conquistam os leitores sem muito esforço, e eu não pude deixar de compará-lo com Gandalf, o grande mago do Senhor dos Anéis. Em algumas partes do livro ele nos surpreende ao encontrar água no deserto e até mesmo controlar uma imensa tempestade de areia. Ele é envolto de mistérios o que o torna mais interessante ainda, um dos mistérios que permeiam esse personagem desde o começo do livro é a sua idade, do começo ao fim do livro isso é falado, mas nunca é revelada a idade correta.

Pretendo procurar os dois primeiros volumes e ler a história completa e assim que consegui irei fazer uma critica para podemos entender melhor essa história.

É isso pessoal, espero que tenham gostado e até a próxima.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sociedades Secretas de Sérgio Pereira Couto traz os contos de Dan Brown para o cenário brasileiro

Foto: LiterAgindo


Por: Jonathas Passos


Depois do imenso sucesso que foi o Código da Vinci (2003) de Dan Brown, falar de qualquer outro livro que trate sobre Sociedades secretas é uma tarefa árdua, mas, vamos tentar.

Aqui está um livro que, sinceramente, eu comprei simplesmente por causa da capa e do tema que ele trata. Foi na Bienal de 2013 aqui em Pernambuco, e muito antes de ler a sinopse eu já tinha tirado o dinheiro da carteira e comprado o livro. Confesso, sou um verdadeiro aficionado em histórias que envolvam Teoria da Conspiração e Sociedades Secretas e por isso não pensei duas vezes em comprá-lo.

Quando comecei a lê-lo, surgiu-me a curiosidade de pesquisar um pouco sobre o escritor, pois, se você souber um pouco da biografia do autor, poderá entender melhor suas obras. Então fui procurar. Descobri que Sérgio Pereira Couto é jornalista e escritor, além de ser especializado em esoterismo, ciência criminal, Teorias da Conspiração e Sociedades Secretas. Descobri também que ele tem dupla nacionalidade, portuguesa e brasileira, além de 50 livros publicados e mais de 130 mil livros vendidos.

Mas enfim, vamos ao livro. Como escrevi no titulo, gostei muito da ideia de acompanhar uma história estilo Dan Brown aqui no Brasil, que venhamos e convenhamos, é um país com uma riqueza histórica gigantesca. E o livro conseguiu me prender até o fim. Primeiro porque seus personagens são como qualquer um de nós, isto é, não são professores de simbologia da universidade de Harvard. Sérgio e Gabriel (sim, o escritor é um dos personagens principais dessa história) são publicitários que curtem toda essa história de mistério, porém dentre eles, Gabriel é o que mais gosta de tudo isso, mas é mais ligado em eventos e reuniões da igreja católica, enquanto Sérgio é apenas curioso. Tudo começa quando eles decidem entrar numa comunidade do extinto ORKUT e veem um anúncio para pessoas que estejam interessadas em escrever um livro sobre esses temas. A partir daí, entram em contato e recebem um e-mail do Oráculo que se torna um tipo de guia para que eles possam entrar e estudar as Sociedades Secretas, como não pode faltar, tudo isso é envolto em muito mistério.

Então eles começam a conhecer e visitar diversas organizações secretas que vão desde os RosaCruzes, Templários, até a Maçonaria, Priorado, Illuminati, Sociedade Teosófica e etc. Quero abrir uma observação para a quantidade de Sociedades que eu comecei a conhecer depois que li esse livro, são organizações que eu não fazia a mínima ideia que existiam.

Com o decorrer da história acontecem enormes reviravoltas, incluindo com um dos personagens principais, a chegar ao ponto de terem que sair do Brasil em uma espécie de busca ao tesouro. Eles então embarcam em direção a Londres, depois a França e por fim a Itália. Em cada um desses países, nossos heróis conhecem novos guias que servem como escada para o desenvolvimento da trama, isso é interessante, pois o escritor tentou a máximo não deixar pontas soltas e, de certa forma, fez isso magistralmente.

“O Poder corrompe e O Poder absoluto corrompe absolutamente”, essa é a frase que melhor traduz a história do livro, só ao lê-lo você poderá entender o porquê.

Sérgio Pereira Couto em nenhum momento deixa de fazer ligações diretas com as obras de Dan Brown, mostrando o quanto é influenciado por esse escritor. O final do livro é praticamente uma homenagem ao livro Anjos e Demônios (2000).

Por fim, a edição da Editora Universo dos Livros está linda. A capa com o detalhe de uma porta antiga é realmente um convite para entrar e desfrutar de todas as aventuras. Aproveito a oportunidade para dar os parabéns.

Trecho Preferido:

“A busca pelo conhecimento sempre moveu a humanidade. Mas a curiosidade pode nos levar a lugares que não imaginamos e trazer surpresas, muitas vezes, inexplicáveis.”


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