quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A 5ª Onda - Brilhante e Extraordinário

Foto: Literagindo

Por: Jean Ribeiro

Sabe aqueles livros que te prendem na história desde a primeira página e que não permite que você para de ler, mesmo que você queira?
Pois bem, A 5ª Onda de Rick Yancey é este tipo de livro.

Assim que comecei a lê-lo, tive uma surpresa enorme. Yancey nos trás um ambiente de absoluto suspense, uma narrativa inicial intensa e uma personagem super convincente em situação desesperadora e o melhor de tudo, uma protagonista jovem. Isto é o que torna o enredo livro simplesmente brilhante, pois temos um livro complexo e ao mesmo tempo jovem. Brilhante! Esta é a única palavra que posso usar para descrever a história de A 5ª Onda.

O livro narra a princípio em primeira pessoa a história de Cassie. Sozinha em um mundo desolado por um ataque alienígena. "ALIENÍGENA? ENTÃO É SIMPLESMENTE MAIS UM LIVRO DE INVASÃO?" Sempre me perguntam isto e respondo sim e não. Sim é um livro de invasão, mas diferente de tudo que já foi visto até agora. A forma que este ataque acontece é a melhor feita até agora, pois a mesma é feitas em ondas, ou seja, por etapas. A primeira onda destrói toda a tecnologia eletrônica, tudo mesmo. Já imaginou quantos aviões voam no mesmo espaço de tempo e de repente eles começam a despencar? Pois bem, esta foi a primeira onda. A segunda onda é quando acontece as obliterações das costas. O ser humano tende a ficar juntos em situações de perigo e a maior parte da população vive próximo ao litoral, então o que acontece se você cria tsunamis descomunais? Esta é a segunda onda. A terceira onda foi a peste. Um vírus mais mortal que o ebola e que é transmitida pelo ar através das fezes dos pássaros. Tem forma melhor de transmitir uma doença? Imagina quanto pássaros existem no mundo e o quanto eles defecam. Brilhante! Desta forma, mais de 6 bilhões de pessoas perecem diante da peste. A quarta onda é quando silenciadores aparecem para acabar com os humanos remanescentes, onde após esta onda a frase que se deve ter em mente é "Não confie em ninguém". Então, começa a quinta onda, mas como ela ocorre? Dentro disto tudo está Cassie, que tenta cumprir a promessa de reencontrar seu irmão mais novo. É assim desta forma, que o livro lhe traga pra este ambiente apocalíptico.

"Porque eu sou a Humanidade. E se essa for a última guerra da Humanidade, então eu sou o campo de batalha."

A trama deste livro é sensacional. Não vamos ver homenzinhos verdes de olhos grandes, pois como os Alienígenas realmente são, é um dos pontos fortes do livro além do fato que o livro possui personagens que você se afeiçoa de forma fácil, na verdade, você acaba torcendo por eles e imaginando o que faria se estivesse em tal situação. Um livro de tirar o fôlego.

 Rick Yancey criou uma distopia diferenciada, atualizada, impactante, fantástica e muito mais. Este é o primeiro de uma trilogia que com certeza ainda vai dar muito, mas muito o que falar. Toda essa empolgação é o que A 5ª Onda é capaz de causar após a leitura.

Deixo meus parabéns a Editora Fundamento pela forma carinhosa de diagramar seus livros e nos entregar sempre algo que nos empolga além da história. Tenho que dizer, a capa deste livro é sensacional.

Super recomendo este livro. Não deixem de ler e para quem já leu, não deixe de comentar sobre está obra maravilhosa, A 5ª Onda.

OBS: Para entender o motivo da luz verde na foto, vai ter que ler.

"A melhor parte do dia.
Aqueles poucos segundos quando você acorda, mas se sente vazio.Você se esquece de onde está. O que é agora, o que era antes. É tudo respiração, batimentos cardíacos e sangue fluindo. É como estar novamente no útero da mãe. A paz do vazio."

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

[CRÔNICA] Reler ou não reler, eis a questão.

Foto: Internet

Por Leandro Silva

Qualquer semelhança com a famosa frase do Sr. William Shakespeare é mera, apenas mera coincidência. (Hehehe) Assim, decidi fazer essa adaptação desta famosa frase shakespeariana porque ela é super adaptável a muitas situações, inclusive a que vou tratar aqui hoje: reler ou não um livro?

Pra falar a verdade eu não sou muito de reler, depois que leio um livro é como se eu quisesse uma continuação dele, não mais do mesmo. Poucos foram os livros que reli. Lembro de alguns como Harry Potter e... Bem, só lembro desse com mais precisão, você vai ter que acreditar em mim quando digo que li outros.

Contudo, mesmo não sendo muito fã disso, eu comecei a reler 'O Pequeno Príncipe', do grande Antoine de Saint-Exupéry. Esse livro, além de nos ensinar muito, é leitura obrigatória pra crianças e adultos. Bem, resolvi ler porque o filme estreia neste mês (se você está lendo esse texto depois do dia 20/08, corre pro cinema). Queria relembrar as aventuras do nosso pequeno garoto dos cabelos cor de ouro.

Mas pra dizer a verdade, não foi a mesma coisa. Quando o li a primeira vez eu fui tomado por uma emoção incrível. Estava na Livraria Cultura, um ambiente super propício para leitura de qualquer coisa. Estava eu e uma amiga e jutos passamos uma tarde lá e lembro de que, de tão entretido com o príncipe, nem vi que já era noite. Fui tomado por uma emoção danada a cada página. Era como se eu estivesse ali no Saara, ou no asteróide B 612. 

Mas dessa vez não. Não foi a mesma coisa. Era outra época, outra situação, outro contexto. Li e confirmei o quão boa é a história e realmente o quanto ela nos ensina, mas não senti a mesma coisa de antes. E, como a sensação da primeira leitura é sempre algo incrível, é dessa primeira leitura que quero lembrar sempre que ver qualquer coisa relacionada ao Pequeno Príncipe e a qualquer outro livro que eu leia. 

Não sei vocês, mais se eu tivesse que responder a pergunta, diria que é melhor não reler. Parte pra outro, guarda apenas a história e o como foi incrível a leitura do livro. Se o livro tiver continuação, que é o caso d'O Pequeno Príncipe, ótimo. Senão, pega um do mesmo autor ou parte pra outro. Te garanto, é melhor. 

É isso pessoal, até a próxima.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Crítica - Sandman Edição Definitiva Volume 1 [Vídeo]

Foto: LiterAgindo

Olá LiterAgentes.

Há algum tempo atrás eu escrevi uma crítica sobre a Edição Definitiva de Sandman - Volume 1.

Porém eu percebi que vocês mereciam muito mais, pois Sandman é uma obra visual tão linda e arrebatadora que merecia um vídeo só dela. Por isso, decidi gravar não apenas um, mas quatro vídeos falando sobre essa magnífica obra.

Não espere encontrar em Sandman embates de poderes como os quadrinhos de heróis comuns, aqui você encontrará um embate de palavras que irá fazer você refletir muito, muito e muito.

Esse é o primeiro vídeo em que apresento os personagens e o arco das revistas The Sandman 1 a 20.

Leia. Pense. Mude. Seja um LiterAgente.




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crítica - Cartas de Um Diabo a Seu Aprendiz - C. S. Lewis

Foto: LiterAgindo
Por Jonathas Passos.

Olá LiterAgentes.

Quando falamos da obra de C. S. Lewis a maioria de nós tende a pensar, em primeiro lugar, na sua famosa criação: As Crônicas de Nárnia. Mas de suas mãos surgiram livros e histórias muito marcantes dentre as quais vamos nos focar na reflexiva obra: Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz.

A vida de Lewis no âmbito espiritual foi um pouco conturbada. Criado desde o nascimento dentro da fé cristã, quando atingiu a adolescência tornou-se um ateu convicto o que, de certo modo, ajudou a tornar-se um grande acadêmico ao ponto de ter elaborado teses que são estudadas até hoje. Mas existiu um fator que lhe influenciou para o retorno ao cristianismo e esse fator chamava-se J. R. R. Tolkien, aquele mesmo, o criado do Senhor dos Anéis. Tolkien foi um forte influenciador para que Lewis voltasse para a fé cristã. Para saber um pouco mais sobre a historia de vida de C. S. Lewis eu indico o filme Shadowlands, que tem uma interpretação magnifica de Anthony Hopkins como o nosso querido escritor.

Mas enfim, vamos ao livro. Cartas de um Diabo a Seu Aprendiz foi escrito em 1942 em plena segunda guerra mundial e foi dedicado especialmente ao J. R. R. Tolkien. O mundo passava por um sério declínio moral e espiritual, então Lewis teve a genial ideia de escrever um livro em que, de modo sarcástico e ácido, ele narra um troca de cartas entre dois demônios, onde um tio ensina ao seu sobrinho como afastar as pessoas de sua fé e de um possível conforto espiritual.

Fitafuso é um demônio experiente que tenta mostrar ao seu sobrinho Vermebile os meandros do trabalho de um Demônio Tentador e de como usar as circunstâncias ao redor com o fim de tirar as pessoas da mão de seu inimigo(Deus).

É engraçado como Lewis utiliza de situações corriqueiras que acontecem nas comunidades cristãs que podem fazer com que as pessoas sintam-se excluídas e mal recebidas no meio do povo de Deus. Bem como ele utiliza de situações agravantes em períodos de guerra que podem fazer o homem culpar Deus por todos os problemas do mundo. Os ensinamentos de Fitafuso vão desde o relacionamento da família do cliente, até o seu ambiente de trabalho, passando pelos momentos de divertimento.

Ao ler esse livro nós acabamos nos identificando com certas situações que as vezes nos passam despercebidas, mas que acontecem cotidianamente e que vistas sobre uma outra ótica diferente podem ser utilizadas como lições de vida.

A única crítica negativa que tenho dessa edição são as páginas brancas que em alguns casos dificultam a leitura, principalmente quando estamos na luz natural. Fora isso a editora WMF Martins Fontes está de parabéns. 

Mesmo que você não professe a fé cristã este é um livro que deve ser lido pra vida. Além de ser muito reflexivo é um livro totalmente divertido de ler, pois em cada capítulo ele nos traz uma situação nova em que vemos Fitafuso se irritar com a incompetência se seu sobrinho ou parabenizá-lo por suas conquistas.

Termino essa crítica fazendo um citação do livro:

"A fina flor da profanação só pode crescer se for plantada perto do Sagrado. Em nenhum lugar a nossa tentação é tão bem sucedida quanto nos próprios pés do Altar."
É isso pessoal e até a próxima.

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